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Q1799150 Medicina
(Concurso Milagres/2018) Paciente portador de ICC III (insuficiência cardíaca congestiva classe III), estava compensado com uso de diurético (furosemida e espironolactona), inibidor da ECA, digital e betabloqueador. Apresenta descompensação aguda do quadro, sem hipotensão e boa perfusão periférica. Qual a sua conduta em relação ao betabloqueador?
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Tema central: O foco desta questão é a conduta correta em relação ao uso de betabloqueadores em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) classe funcional III (NYHA), no contexto de descompensação aguda mas sem sinais de hipotensão ou baixo débito.

Justificativa da alternativa correta – E) Manutenção da mesma dose:
A manutenção da dose de betabloqueador é a conduta recomendada em pacientes com ICC descompensada quando não há hipotensão nem sinais de má perfusão periférica. Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda (SBC, 2018): “Os betabloqueadores devem ser mantidos nos pacientes sem hipotensão ou baixo débito” (p. 825). Isso evita o efeito rebote, que pode agravar a disfunção cardíaca e aumentar a morbimortalidade, já que a retirada repentina aumenta a atividade simpática e a demanda cardíaca.

Análise das alternativas incorretas:

A) Suspender betabloqueador 3 dias e reiniciar após: Errado. Suspender sem necessidade pode causar descompensação adicional e aumento do risco cardiovascular imediato.

B) Reduzir a dose pela metade e C) Reduzir a dose para ¼ da dose: Incorretas. Não há indicação para redução rotineira em pacientes estáveis hemodinamicamente. Redução só se justifica diante de hipotensão ou baixa perfusão.

D) Aumentar a dose do betabloqueador: Incorreta e perigosa. O aumento só é realizado durante fases estáveis da ICC, nunca em episódios de descompensação aguda.

Estratégia de prova: Atenção para pegadinhas! O enunciado deixa claro que o paciente está sem hipotensão e com boa perfusão periférica. Muitas bancas colocam opções que sugerem suspensão ou ajustes desnecessários do betabloqueador – fique atento ao contexto clínico!

Resumo dos protocolos: Betabloqueadores são mantidos em ICC descompensada, salvo em hipotensão sintomática ou baixo débito. Isso consolida o tratamento e preserva o prognóstico.

Fontes: Diretrizes SBC 2018; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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A conduta adequada em relação ao betabloqueador nesse caso é a manutenção da mesma dose (alternativa E). A descompensação aguda do quadro de insuficiência cardíaca congestiva indica uma piora rápida da função cardíaca, mas sem hipotensão e com boa perfusão periférica. Nesse cenário, é importante manter a dose do betabloqueador, pois ele é uma medicação fundamental para o tratamento da insuficiência cardíaca. A suspensão, redução ou aumento da dose pode levar a um descontrole ainda maior do quadro clínico do paciente. Portanto, a conduta adequada é manter a dose do betabloqueador e, se necessário, ajustar as demais medicações.

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