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Q2791177 Português

Observe o seguinte texto.


Inimputabilidade


Inimputabilidade penal é a incapacidade que tem o agente em responder por sua conduta delituosa, ou seja, o sujeito não é capaz de entender que o fato é ilícito e de agir conforme esse entendimento.

Sendo assim, a inimputabilidade é causa de exclusão da culpabilidade, isto é, mesmo sendo o fato típico e antijurídico, não é culpável, eis que não há elemento que comprove a capacidade psíquica do agente para compreender a reprovabilidade de sua conduta, não ocorrendo, portanto, a imposição de pena ao infrator.

Disponível em: https://www.direitonet.com.br/dicionario/exibir/1033/Inimputabilidade . Acesso em: 16 jul. 2017


A expressão eis que, do modo como está empregada no texto, é considerada incorreta pela norma gramatical da língua portuguesa. Assinale a alternativa que contém a palavra ou a expressão que a substitui corretamente.

Alternativas

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Alternativa correta: C

1. Tema central da questão

Esta questão avalia a sua habilidade de interpretação de texto aliada ao correto uso de conectores na língua portuguesa, ou seja, compreender qual expressão estabelece a relação lógica adequada dentro do contexto proposto.

2. Resumo teórico

Conectores são palavras ou expressões que ligam orações e estabelecem relações como causa, consequência, oposição, finalidade, entre outras. Usar o conector adequado é fundamental para garantir o sentido correto de uma frase. No caso do texto apresentado, buscava-se um conector que explicasse uma razão — ou seja, o motivo de não haver “culpabilidade” é a ausência de capacidade psíquica.

Fonte: Cegalla, D. P. Nova Gramática da Língua Portuguesa.

3. Justificativa da alternativa correta

A alternativa C (“pois”) é correta porque “pois” é um conector explicativo/causal: apresenta a causa ou explicação para algo anteriormente afirmado. No contexto: “não é culpável, pois não há elemento que comprove a capacidade psíquica do agente...”. O sentido é de explicação – exatamente o que o texto exige.

4. Análise das alternativas incorretas

A - “ainda que”:

Conector concessivo (ideia de contraste/oposição). Exemplo: “Ainda que chova, irei ao parque.” Não serve para explicar, mas para contrapor ideias.

B - “a fim de que”:

Expressa finalidade (objetivo), não causa. Exemplo: “Estudo a fim de que eu passe no concurso.” Não faz sentido explicar a culpabilidade.

D - “embora”:

Também concessivo, expressa oposição. Exemplo: “Embora esteja cansado, continuou trabalhando.” Não indica explicação.

E - “entretanto”:

Conjunção adversativa (oposição), equivalente a “porém”, “contudo”. Não apresenta motivo ou explicação.

5. Estratégia de resolução:

Leia atentamente o contexto do trecho a ser preenchido, identifique se a relação é de causa, oposição, tempo etc., e descarte alternativas que alterem o sentido original. Fique atento a pegadinhas: muitos conectores só parecem servir, mas mudam o significado da frase!

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Comentários

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o trecho "não há elemento que comprove a capacidade psíquica do agente para compreender a reprovabilidade de sua conduta, não ocorrendo, portanto, a imposição de pena ao infrator." está EXPLICANDO o motivo de o ato antijurídico não ser culpável.

Há = verbo, no sentido de existir, sempre será impessoal, logo não flexiona.

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