Jovem de 20 anos, em investigação de epigastralgia refratári...

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Q2670568 Medicina

Jovem de 20 anos, em investigação de epigastralgia refratária à terapia medicamentosa, chega ao serviço de endoscopia para fazer endoscopia digestiva alta. Relata alergia importante ao uso de penicilinas e intolerância à metoclopramida. História patológica pregressa de asma brônquica, mas está livre de crises há 2 anos. Atualmente faz uso contínuo de inibidores da bomba de prótons há 30 dias. Após sedação com propofol, o endoscopista encontrou dificuldades para passar o Esfíncter Esofágico Superior (EES), evidenciando, após chegar ao estômago, padrão paradoxal na dinâmica toracoabdominal, associado à inefetividade ventilatória, ausência de murmúrio vesicular em ambos os campos pulmonares, tiragem intercostal e supraesternal importante, queda progressiva dos níveis de SpO2 e cianose de extremidades com progressão central. Assinale a alternativa que contempla a complicação apresentada no caso clínico e seu adequado tratamento inicial.

Alternativas

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Tema central: A questão aborda emergências respiratórias agudas relacionadas a procedimentos com sedação, com destaque para laringoespasmo, uma condição que provoca obstrução aguda das vias aéreas superiores.

Análise do caso clínico: O paciente apresenta quadro súbito de inefetividade ventilatória, ausência de murmúrio vesicular, queda de saturação de O₂, cianose progressiva, tiragem e padrão respiratório paradoxal após sedação em endoscopia. Esses sinais sugerem fortemente uma obstrução de vias aéreas superiores, típico do laringoespasmo grave.

Laringoespasmo é definido como uma contração involuntária das pregas vocais, bloqueando passagem de ar pela laringe, frequentemente seguido de remoção de objetos, secreções ou manipulação durante sedação.

Tratamento inicial segundo protocolos:
1. Oxigênio a 100%: Fundamental para garantir aporte durante emergência.
2. Ventilação com máscara facial sob pressão positiva: Abertura forçada das vias aéreas; pode romper o espasmo.

Referência: UpToDate recomenda: "A administração de O₂ a 100% e ventilação manual com pressão positiva devem ser imediatamente tentadas ao suspeitar de laringoespasmo." (Management of laryngospasm in adults, UpToDate, 2023).

Justificativa da alternativa correta (D):
Ela descreve com precisão a complicação (laringoespasmo grave) e estabelece a primeira conduta recomendada.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A e E (Broncoespasmo): Trata-se de acometimento dos brônquios (vias aéreas inferiores), diferente de laringoespasmo. A oferta de O₂ por óculos nasal ou aumento de sedação não resolve obstrução aguda de vias superiores.
  • B (Pneumomediastino): Quadro radiológico, não se manifesta de modo tão agudo ou com ausência bilateral de murmúrio vesicular.
  • C (Anafilaxia grave): Ausência de sinais sistêmicos, como urticária, hipotensão ou edema generalizado. A administração veneosa de adrenalina é reservada para instabilidade hemodinâmica.

Estratégia de prova: Sempre foque na cadeia fisiopatológica do quadro respiratório agudo e lembre-se que laringoespasmo é uma emergência das vias aéreas superiores — conduta é ventilação sob pressão + O₂ imediato.

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