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Q1623914 Medicina
Paciente de 10 anos, com diagnóstico de asma aos 5 anos, em uso de beclometasona HFA inalatória100mcg ao dia há 1 ano. Vem a consulta de rotina se queixando que no último mês apresentou 2 episódios de falta de ar à noite e 1 episódio de sibilância após atividade física que melhorou com uso de salbutamol. No momento do exame clínico está eupneico, sem sibilos. Neste caso, qual seria a assistência farmacêutica adequada?
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Tema central: O foco da questão é o manejo farmacológico da asma em crianças, mais especificamente a conduta diante da asma não controlada com o uso isolado de corticosteroide inalatório em baixa dose.

Análise do caso: Criança de 10 anos, asmática, com sintomas noturnos e esforço (falta de ar e sibilância), mesmo fazendo uso regular de beclometasona 100mcg ao dia. No exame, está sem sinais de gravidade. Esses dados indicam controle inadequado da asma na terapêutica atual.

Justificativa para a alternativa correta (C): Dobrar dose de beclometasona

Segundo as IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma e o Global Initiative for Asthma (GINA), ao identificar sintomas persistentes com corticosteroide inalatório em dose baixa, a conduta inicial recomendada é otimizar a dose do corticoide inalatório antes de introduzir outras medicações. Cito: "O ajuste da dose do corticosteroide inalatório deve ser realizado quando o paciente apresenta sintomas frequentes, mesmo em uso regular do medicamento." (IV Diretrizes, seção Tratamento, p.139).

Análise das alternativas incorretas:

A) Associar salbutamol 2 vezes ao dia: O salbutamol é um broncodilatador de alívio (resgate), não é indicado para uso contínuo. Usá-lo regularmente não controla a inflamação brônquica, principal alvo do tratamento.

B) Trocar beclometasona por formoterol: O formoterol (LABA) não deve ser usado isolado em crianças. Só se associa a um corticoide inalatório caso dobrar a dose não funcione. Troca direta e isolada implica risco de agravamento.

D) Adicionar tiotrópio: O tiotrópio é um broncodilatador anticolinérgico de longa ação, reservado para asma grave refratária ou situações excepcionais, sem respaldo para uso em casos moderados ou controle insuficiente inicial.

Dicas de Interpretação: Atenção a pegadinhas, como sugerir uso contínuo de broncodilatador (A) ou pular etapas do manejo (B, D). Sempre direcione sua escolha conforme os protocolos e lembre-se de que manter o tratamento básico ajustando-o é a conduta padrão antes de associação de fármacos.

Resumo: Ao encontrar asma não controlada com dose baixa de corticoide, aumente a dose antes de modificar ou associar outros agentes. Mantenha-se atualizado pela leitura das diretrizes (SBP, GINA, Ministério da Saúde).

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No caso apresentado, o paciente apresentou dois episódios de falta de ar à noite e um episódio de sibilância após atividade física que melhorou com o uso de salbutamol, mesmo tendo feito uso de beclometasona HFA inalatória 100mcg ao dia há 1 ano. Apesar de estar sem sibilos no momento do exame clínico, é necessário fazer ajustes na terapia medicamentosa para evitar a piora dos sintomas. A opção correta seria dobrar a dose de beclometasona, pois a dose atual pode não estar sendo suficiente para controlar os sintomas. Adicionar outro medicamento sem antes aumentar a dose da beclometasona pode levar a uma sobreposição de efeitos colaterais e não resolver o problema.

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