Certo paciente de 18 anos de idade procura gastroenterologis...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Hepatologia |
Q1673814 Medicina
Certo paciente de 18 anos de idade procura gastroenterologista após a realização de endoscopia digestiva alta, sem pedido médico, em razão de queixas de queimação retroesternal e regurgitação, que se iniciaram há cerca de dois meses. As queixas são geralmente pós-prandiais, principalmente após ingesta de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas. Nega náuseas, vômitos, disfagia, perda ponderal ou quaisquer outros sintomas. O laudo do exame descreve presença de erosões em esôfago distal, algumas maiores que 5 mm, confluentes, acometendo cerca de 65% da circunferência do órgão.
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
No manejo da DRGE refratária, o primeiro passo é associar um antagonista do receptor H2 ao inibidor da bomba de próton.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) refratária – ou seja, quando o paciente persiste com sintomas típicos de refluxo apesar do tratamento convencional, com uso correto de inibidor da bomba de próton (IBP).

Análise do caso clínico: O paciente jovem tem sintomas típicos de DRGE, confirmados por endoscopia (esofagite erosiva com erosões confluentes maiores que 5 mm). Não há sinais de alarme (como disfagia ou perda de peso). O caso traz o tema da conduta no paciente com sintomas ainda persistentes após IBP padrão.

Gabarito: Errado (E)

Justificativa: Diferente do que afirma o item, as diretrizes atuais NÃO recomendam a associação de antagonista H₂ ao IBP logo como primeiro passo na DRGE refratária. Conforme preconiza o MSD Manuais para Profissionais: “Em geral, o tratamento médico é com um inibidor da bomba de prótons; alguns são mais potentes que outros, mas todos mostraram ser eficazes.”

O manejo correto inicial é reevaluar o diagnóstico (confirmando se as queixas são de fato refluxo), além da otimização do IBP (dose, horários, adesão), e das orientações não farmacológicas (cabeceira alta, evitar álcool/gorduras, perda de peso).

A associação com antagonista H₂ pode ser cogitada apenas em casos selecionados, como sintomas noturnos persistentes, mas não é rotina nem conduta inicial.

Análise crítica das alternativas:

  • Certo: Incorreto – A associação entre IBP e antagonista H₂ não é o passo incial preconizado pelas principais diretrizes internacionais (ex: American College of Gastroenterology, SBAD). Pode confundir o aluno distraído sobre o manejo sequencial da DRGE refratária.
  • Errado: Correto – O manejo inicial é otimizar IBP com avaliação rigorosa do diagnóstico; só posteriormente se discute outras alternativas.

Pegadinhas e Estratégia: As bancas frequentemente trocam a ordem dos passos e exploram detalhes das diretrizes. Observe palavras como "primeiro passo" e combine sempre o tratamento proposto às recomendações oficiais. Palavras absolutas podem sinalizar erro.

Citação de diretriz:

“O tratamento médico é iniciado com IBP em dose padrão, devendo-se reavaliar adesão e diagnóstico antes de combinações medicamentosas.” (Manual MSD, seção DRGE)

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