Determinada paciente de 25 anos de idade, em uso de diclofen...
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
A injeção de epinefrina poderia ter sido utilizada como terapia endoscópica única, desde que associada ao uso de inibidor da bomba de próton em dose dobrada.
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Tema central: O tema abordado é o tratamento endoscópico da hemorragia digestiva alta (HDA) por úlcera péptica, fator crítico no manejo emergencial de pacientes adultos.
Justificativa da resposta (Errado):
A injeção de epinefrina atua por vasoconstrição local e tamponamento mecânico temporário, ajudando a controlar sangramento agudo em úlceras gástricas. Porém, quando utilizada isoladamente, apresenta elevada taxa de ressangramento, pois não trata de maneira definitiva o vaso sangrante subjacente.
Segundo o “Projeto Diretrizes – Hemorragias Digestivas” (AMB, seção Endoscopia Digestiva):
“A injeção isolada de adrenalina tem eficácia limitada e, sempre que possível, deve ser associada a outra modalidade terapêutica (clipe, coagulação térmica etc.) para diminuir o risco de ressangramento.”
Os protocolos internacionais e revisões como UpToDate também são claros: “A associação de técnicas endoscópicas é superior à monoterapia com epinefrina.” Assim, a simples associação com IBP em altas doses não suprime a necessidade de terapia combinada, pois o IBP reduz o risco de ressangramento, mas não substitui a hemostasia mecânica ou térmica.
Análise crítica da alternativa:
- Errada porque a epinefrina isolada não é suficiente, mesmo com IBP em dose dobrada.
- A abordagem correta requer combinação de métodos endoscópicos (epinefrina + clipes ou coagulação), ótimos resultados comprovados em vários ensaios clínicos.
- O uso do IBP é fundamental, mas coadjuvante à hemostasia endoscópica adequada.
Pegadinhas e estratégias:
A questão explora o raciocínio clínico ao sugerir que dobrar a dose do IBP compensaria o uso isolado da epinefrina, o que não é verdade. Sempre desconfie de respostas que propõem soluções simplificadas para situações de alto risco, onde a literatura recomenda abordagem combinada.
Resumo final: O manejo ideal da HDA por úlcera péptica com estigmas de sangramento ativo ou vaso visível requer terapia endoscópica combinada e IBP em altas doses. Epinefrina isolada + IBP NÃO é suficiente! Baseie sempre suas condutas nas diretrizes e nas melhores práticas publicadas.
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