Determinada paciente de 25 anos de idade, em uso de diclofen...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Hepatologia |
Q1673805 Medicina
Determinada paciente de 25 anos de idade, em uso de diclofenaco há quatro dias em razão de cólicas menstruais, é admitida em pronto-socorro por queixa de melena. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, hipocorada +/4+, com FC = 110 bpm, FR = 20 irpm, SatO2 = 95% em ar ambiente e PA = 105 mmHg x 70 mmHg. Ela, então, foi levada para a unidade de cuidados intensivos onde, após estabilização clínica, foi submetida a videoendoscopia digestiva alta que constatou moderada quantidade de coágulos em câmara gástrica; lesão ulcerada de bordos regulares e planos medindo cerca de 7 mm, localizada em parede anterior de região prépilórica, fundo parcialmente recoberto por coágulo, em que se observa também coto vascular, sem sangramento ativo no momento. O médico endoscopista optou pela realização de hemostasia endoscópica com injeção de epinefrina e aplicação de clipes hemostáticos.
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
A injeção de epinefrina poderia ter sido utilizada como terapia endoscópica única, desde que associada ao uso de inibidor da bomba de próton em dose dobrada.
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Gabarito: E

Tema central: O tema abordado é o tratamento endoscópico da hemorragia digestiva alta (HDA) por úlcera péptica, fator crítico no manejo emergencial de pacientes adultos.

Justificativa da resposta (Errado):

A injeção de epinefrina atua por vasoconstrição local e tamponamento mecânico temporário, ajudando a controlar sangramento agudo em úlceras gástricas. Porém, quando utilizada isoladamente, apresenta elevada taxa de ressangramento, pois não trata de maneira definitiva o vaso sangrante subjacente.

Segundo o “Projeto Diretrizes – Hemorragias Digestivas” (AMB, seção Endoscopia Digestiva):
“A injeção isolada de adrenalina tem eficácia limitada e, sempre que possível, deve ser associada a outra modalidade terapêutica (clipe, coagulação térmica etc.) para diminuir o risco de ressangramento.”

Os protocolos internacionais e revisões como UpToDate também são claros: “A associação de técnicas endoscópicas é superior à monoterapia com epinefrina.” Assim, a simples associação com IBP em altas doses não suprime a necessidade de terapia combinada, pois o IBP reduz o risco de ressangramento, mas não substitui a hemostasia mecânica ou térmica.

Análise crítica da alternativa:

- Errada porque a epinefrina isolada não é suficiente, mesmo com IBP em dose dobrada.
- A abordagem correta requer combinação de métodos endoscópicos (epinefrina + clipes ou coagulação), ótimos resultados comprovados em vários ensaios clínicos.
- O uso do IBP é fundamental, mas coadjuvante à hemostasia endoscópica adequada.

Pegadinhas e estratégias:

A questão explora o raciocínio clínico ao sugerir que dobrar a dose do IBP compensaria o uso isolado da epinefrina, o que não é verdade. Sempre desconfie de respostas que propõem soluções simplificadas para situações de alto risco, onde a literatura recomenda abordagem combinada.

Resumo final: O manejo ideal da HDA por úlcera péptica com estigmas de sangramento ativo ou vaso visível requer terapia endoscópica combinada e IBP em altas doses. Epinefrina isolada + IBP NÃO é suficiente! Baseie sempre suas condutas nas diretrizes e nas melhores práticas publicadas.

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Comentários

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O texto está errado, pois a injeção de epinefrina não é uma terapia endoscópica única para a lesão ulcerada descrita no caso clínico. A injeção de epinefrina é utilizada como uma medida temporária para controlar o sangramento ativo durante a endoscopia, mas não promove a cicatrização da úlcera. Para tratar a úlcera, é necessário associar a terapia endoscópica com o uso de inibidores da bomba de próton em dose adequada. Além disso, a dose dobrada de inibidores da bomba de próton pode causar efeitos colaterais indesejados e não deve ser realizada sem orientação médica. Portanto, a afirmação contida na questão é incorreta.

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