Homem, 21 anos de idade, longilíneo, com história prévia de ...

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Q4238938 Medicina
Homem, 21 anos de idade, longilíneo, com história prévia de 2 episódios de pneumotórax espontâneos tratados com drenagem torácica fechada. Comparece ao pronto-socorro com o terceiro episódio de pneumotórax espontâneo após 2 anos do último episódio. Com base no quadro clínico apresentado, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é a recorrência do pneumotórax espontâneo primário: homem jovem, longilíneo, sem dados de doença pulmonar de base e agora no terceiro episódio ipsilateral configura cenário clássico de indicação de tratamento cirúrgico definitivo por videotoracoscopia, com abordagem de blebs/bulas quando presentes e procedimento pleural para reduzir recidiva; o intervalo de 2 anos entre episódios não afasta essa indicação, e biópsia pulmonar não é mandatória nesse quadro típico.

Tema central: Pneumotórax espontâneo primário recorrente
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma biópsia pulmonar em etapa mandatória. No quadro típico de pneumotórax espontâneo primário recorrente, o objetivo da videotoracoscopia é tratamento definitivo da causa mecânica da recidiva e prevenção de novos episódios, não investigação histológica rotineira. Não há base no enunciado para supor doença parenquimatosa difusa que exija biópsia.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, no pneumotórax espontâneo primário recorrente, a conduta definitiva clássica é videotoracoscopia com tratamento das lesões subpleurais apicais quando identificadas e pleurodese/pleurectomia para reduzir novos episódios. O dado decisivo do caso é a múltipla recorrência, não a proximidade temporal entre os eventos. A drenagem fechada trata o episódio agudo, mas não oferece a mesma prevenção de recidiva que a abordagem cirúrgica definitiva.
C
Errada
Está errada pelo mesmo motivo central da alternativa A e ainda acrescenta um critério temporal indevido. Recidiva precoce em menos de 1 ano não cria, por si só, indicação mandatória de biópsia pulmonar no pneumotórax espontâneo primário típico. O problema clínico aqui é recorrência de ruptura pleural, cuja resposta definitiva é cirúrgica preventiva, não biópsia obrigatória.
D
Errada
Está errada porque restringe a indicação cirúrgica apenas às recidivas com menos de 1 ano. Esse corte temporal não é o critério decisivo no manejo do pneumotórax espontâneo primário recorrente. O paciente já apresenta múltiplos episódios, e isso por si sustenta a possibilidade de videotoracoscopia com ressecção de blebs/bulas quando aplicável e pleurodese para reduzir novas recorrências, mesmo após intervalo de 2 anos.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato trocar o verdadeiro critério de indicação cirúrgica, que é a recorrência, por dois falsos decisores: necessidade rotineira de biópsia pulmonar e exigência de recidiva precoce em menos de 1 ano.
Dica para questões semelhantes
  • Em pneumotórax espontâneo primário típico, diferencie tratamento do episódio agudo por drenagem da estratégia definitiva para prevenir recidiva.
  • Se o caso trouxer recorrência ipsilateral, pense em indicação clássica de videotoracoscopia com abordagem de blebs/bulas quando presentes e procedimento pleural.
  • Não use o intervalo entre episódios como critério principal se a base do caso for recorrência múltipla.
  • Biópsia pulmonar não entra como rotina no pneumotórax espontâneo primário típico sem elementos de doença pulmonar subjacente.

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