Sabendo que o diagnóstico precoce é fundamental para a indic...
Sabendo que o diagnóstico precoce é fundamental para a indicação cirúrgica em patologia envolvendo as vias biliares no segmento pediátrico, a fim de evitar repercussões clínicas irreversíveis, julgue o item a seguir.
Em cirurgia pediátrica, o diagnóstico de colelitíase é comum,
e a maioria dos cálculos biliares tem como causa as
anomalias congênitas do trato biliar.
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão é a epidemiologia e etiologia da colelitíase pediátrica ― ou seja, as causas mais frequentes de cálculos biliares em crianças.
Justificativa – Alternativa Correta:
A assertiva está errada. A maioria das colelitíases em crianças não decorre de anomalias congênitas do trato biliar. As causas mais frequentes são:
- Doenças hemolíticas crônicas (como anemia falciforme): predispondo à formação de cálculos pigmentares.
- Obesidade e síndrome metabólica: crescentes na população infantojuvenil, gerando cálculos de colesterol.
- Uso de medicamentos (ex.: ceftriaxona) ou nutrição parenteral prolongada.
Causas como anomalias congênitas do trato biliar (ex.: cisto de colédoco) são possíveis, mas respondem por parcela bem menor dos casos, situação inclusive destacada em revisão na Revista Médica de Minas Gerais (2020): "As doenças hemolíticas representam uma das principais condições associadas à colelitíase em crianças, enquanto alterações congênitas do trato biliar são causas menos frequentes."
Análise Crítica da Alternativa Incorreta:
Afirmar que a maioria dos cálculos decorre de anomalias congênitas é um erro conceitual, pois ignora os fatores mais prevalentes. Isso pode confundir candidatos que eventualmente associam qualquer doença biliar em criança a alterações congênitas, o que é uma pegadinha comum em concursos.
Estratégia de Prova:
Fique atento a expressões como "a maioria", que demandam conhecimento epidemiológico preciso. Na ausência de menção a doenças hemolíticas, obesidade ou uso de medicações, desconfie de alternativas que generalizam causas raras como sendo as principais.
Bases de referência:
Obras como Nelson Tratado de Pediatria e protocolos nacionais sobre doenças hepato-biliares em crianças reforçam a importância dos fatores hemolíticos e metabólicos como causas principais da colelitíase pediátrica.
Resumo: A alternativa é errada porque a maioria dos cálculos biliares em pediatria não se deve a anomalias congênitas, mas sim a doenças hemolíticas, obesidade e uso de certos fármacos.
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