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Q3838581 Medicina
Homem de 64 anos, residente em Carpina, apresenta diagnóstico confirmado de esteatohepatite metabólica (MASH)com fibrose hepática estágio 3, segundo avaliação histológica. Após orientações de mudança no estilo de vida, obteve redução ponderal de 4%, porém mantém atividade necroinflamatória elevada e glicemia limítrofe. Com base no Consenso Brasileiro de Esteatohepatite Metabólica (SBEM/SBH/ABESO, Arch Endocrinol Metab.2023;67(6):e230123), assinale a alternativa INCORRETA sobre manejo farmacológico e seguimento. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o consenso brasileiro de 2023 para MASH: em paciente com fibrose F3, atividade necroinflamatória persistente e perda ponderal abaixo da meta, a diretriz sustenta intensificação da perda de peso, admite agonistas de GLP-1 como opções úteis, reconhece benefício da pioglitazona e recomenda seguimento com métodos não invasivos de fibrose; não há suporte para afirmar redução comprovada de fibrose com orlistate.

Tema central: Tratamento da MASH
Análise das alternativas
A
Errada
Está correta. Na MASH, a magnitude da perda de peso se relaciona com resposta histológica, e a base informa que perda superior a 7% se associa à melhora da atividade necroinflamatória. Como o enunciado descreve perda de apenas 4%, há fundamento para intensificar a meta ponderal.
B
Errada
Está correta. Agonistas do receptor de GLP-1, como liraglutida e semaglutida, são reconhecidos no consenso como opções terapêuticas úteis no contexto metabólico da MASH, especialmente quando há sobrepeso/obesidade e alteração glicêmica. O enunciado ainda traz glicemia limítrofe, o que reforça a coerência dessa alternativa.
C
Errada
Está correta no contexto do consenso e do gabarito oficial. A base informa que a pioglitazona tem benefício histológico em MASH, com melhora mais consistente de esteatose e inflamação; eventual repercussão sobre fibrose é possível, mas não é o ponto mais sólido da evidência.
D
Certa
A alternativa D está errada porque atribui ao orlistate um efeito antifibrótico comprovado que não é sustentado pelo consenso brasileiro citado. O orlistate pode ter papel adjuvante no emagrecimento, mas isso não equivale a evidência robusta de benefício específico sobre a fibrose da MASH. Na lógica da questão, confundir efeito indireto por perda de peso com ação antifibrótica comprovada é o erro decisivo.
E
Errada
Está correta. Em fibrose avançada, como F3, o seguimento periódico com métodos não invasivos de avaliação da fibrose é recomendado para monitorização evolutiva. A alternativa não exige repetição rotineira de biópsia e está alinhada ao consenso citado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre fármaco que ajuda a emagrecer e fármaco com efeito antifibrótico comprovado na MASH. Orlistate pode auxiliar perda ponderal, mas isso não autoriza afirmar redução comprovada de fibrose.
Dica para questões semelhantes
  • Em MASH, diferencie benefício por perda de peso de efeito hepático específico comprovado do medicamento.
  • Quando a questão citar consenso ou diretriz específica, julgue as alternativas pelo que esse documento sustenta, não por impressão geral sobre a classe farmacológica.
  • Perda ponderal de 4% não equivale às metas com melhor impacto histológico; a referência prática da base é >7% para melhora da atividade da doença.
  • Em fibrose F3, lembre que seguimento com métodos não invasivos faz parte do manejo longitudinal.

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