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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Hepatologia |
Q1673784 Medicina
Um paciente de 60 anos de idade procura atendimento médico por dor intensa inédita em fossa ilíaca esquerda, associada a distensão abdominal e prisão de ventre. Nega febre ou vômitos. Já fez uma tomografia há um ano, para investigar nefrolitíase, apresentando achado de diverticulose colônica.
Quanto ao caso clínico apresentado e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O manejo desse caso, com classificação de diverticulite em fase inicial, seria em ambiente hospitalar.
Alternativas

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Tema central: O caso aborda diverticulite aguda não complicada, quadro comum em adultos com história prévia de diverticulose. O paciente apresenta dor intensa em fossa ilíaca esquerda, distensão abdominal e prisão de ventre, mas não tem febre nem vômito, o que sugere ausência de complicações sistêmicas.

Justificativa para a alternativa correta (E - errado):
A alternativa está correta ao considerar errada a necessidade obrigatória de hospitalização para o caso descrito. Diretrizes nacionais e internacionais afirmam que, na diverticulite não complicada e em pacientes sem sinais sistêmicos, o manejo pode ser ambulatorial, desde que o paciente possa entender e cumprir as orientações clínicas e tenha condições para reavaliação.

Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira/CFM, seção “Tratamento da Diverticulite Aguda Não-Complicada”:
“Pacientes com sintomas leves de dor abdominal, sem sinais sistêmicos (febre e queda do estado geral), com trânsito normal, e capazes de assumir dieta oral e com cognição razoável para entender as explicações sobre as indicações de sofrer reavaliação, podem ser tratados sem hospitalização.”

O raciocínio clínico: A hospitalização está reservada para casos com sinais de gravidade (febre, instabilidade hemodinâmica, ausência de aceitação alimentar, sinais de peritonite, comorbidades graves ou risco social).

Análise da alternativa incorreta:
A alternativa “Certo” estaria equivocada neste contexto, pois implicaria que todo caso de diverticulite merece hospitalização, diferentemente do recomendado em consenso nacional e internacional.

Dica de prova:
Atenção às pegadinhas em questões sobre indicação de internação: associe sempre gravidade clínica, comorbidades, sinais sistêmicos e suporte social antes de decidir pelo hospital. Termos como “fase inicial” e ausência de febre sugerem manejo ambulatorial.

Evidência adicional: Revisão Cochrane recente reforça que muitos pacientes com diverticulite não complicada podem ter tratamento seguro feito fora do ambiente hospitalar, inclusive sem antibióticos em casos selecionados.

Em resumo:
O manejo da diverticulite em fase inicial não exige hospitalização na ausência de sinais de gravidade, conforme diretriz vigente no Brasil.

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Comentários

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O texto apresentado está errado, pois o manejo da diverticulite em fase inicial não necessariamente requer internação hospitalar. Em casos leves, o tratamento pode ser feito em regime ambulatorial, com uso de antibióticos e analgésicos, além de medidas gerais como repouso e dieta líquida. No entanto, é importante salientar que cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico responsável, que definirá a melhor conduta a ser seguida.

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