Um paciente de 60 anos de idade procura atendimento médico p...
Quanto ao caso clínico apresentado e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O manejo desse caso, com classificação de diverticulite em fase inicial, seria em ambiente hospitalar.
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda diverticulite aguda não complicada, quadro comum em adultos com história prévia de diverticulose. O paciente apresenta dor intensa em fossa ilíaca esquerda, distensão abdominal e prisão de ventre, mas não tem febre nem vômito, o que sugere ausência de complicações sistêmicas.
Justificativa para a alternativa correta (E - errado):
A alternativa está correta ao considerar errada a necessidade obrigatória de hospitalização para o caso descrito. Diretrizes nacionais e internacionais afirmam que, na diverticulite não complicada e em pacientes sem sinais sistêmicos, o manejo pode ser ambulatorial, desde que o paciente possa entender e cumprir as orientações clínicas e tenha condições para reavaliação.
Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira/CFM, seção “Tratamento da Diverticulite Aguda Não-Complicada”:
“Pacientes com sintomas leves de dor abdominal, sem sinais sistêmicos (febre e queda do estado geral), com trânsito normal, e capazes de assumir dieta oral e com cognição razoável para entender as explicações sobre as indicações de sofrer reavaliação, podem ser tratados sem hospitalização.”
O raciocínio clínico: A hospitalização está reservada para casos com sinais de gravidade (febre, instabilidade hemodinâmica, ausência de aceitação alimentar, sinais de peritonite, comorbidades graves ou risco social).
Análise da alternativa incorreta:
A alternativa “Certo” estaria equivocada neste contexto, pois implicaria que todo caso de diverticulite merece hospitalização, diferentemente do recomendado em consenso nacional e internacional.
Dica de prova:
Atenção às pegadinhas em questões sobre indicação de internação: associe sempre gravidade clínica, comorbidades, sinais sistêmicos e suporte social antes de decidir pelo hospital. Termos como “fase inicial” e ausência de febre sugerem manejo ambulatorial.
Evidência adicional: Revisão Cochrane recente reforça que muitos pacientes com diverticulite não complicada podem ter tratamento seguro feito fora do ambiente hospitalar, inclusive sem antibióticos em casos selecionados.
Em resumo:
O manejo da diverticulite em fase inicial não exige hospitalização na ausência de sinais de gravidade, conforme diretriz vigente no Brasil.
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