Homem de 36 anos, em uso de varfarina por TVP recente, é inv...

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Q3838579 Medicina
Homem de 36 anos, em uso de varfarina por TVP recente, é investigado para trombofilias. Sobre a investigação, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é distinguir teste genético de exame funcional/coagulométrico: no enunciado, o paciente está com TVP recente e em uso de varfarina, situação em que vários testes de trombofilia baseados em atividade plasmática sofrem interferência da anticoagulação e da fase aguda, enquanto a pesquisa genética do fator V de Leiden avalia DNA e, por isso, não é alterada por varfarina.

Tema central: Investigação de trombofilias
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque proteína C e proteína S são vitamina K-dependentes e têm seus níveis/atividades reduzidos pela varfarina, o que torna a dosagem ou o ensaio funcional não confiáveis durante anticoagulação oral. Além disso, a própria formulação amplia indevidamente a segurança da antitrombina, cuja interpretação também pode ser afetada pelo contexto agudo e terapêutico. O erro é confundir possibilidade técnica de colher o exame com validade clínica para interpretar trombofilia.
B
Errada
Está errada porque a pesquisa de anticoagulante lúpico depende de testes coagulométricos fosfolípide-dependentes, e a heparina não fracionada pode interferir nesses métodos. Mesmo que alguns laboratórios usem estratégias de neutralização, isso não elimina universalmente o risco de interferência. Portanto, a afirmação de que pode ser pesquisado sem risco de interferência é falsa.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a pesquisa genética para fator V de Leiden é um teste molecular. Como o alvo do exame é a mutação no DNA, o resultado não depende do estado funcional da coagulação nem dos níveis plasmáticos de proteínas anticoagulantes. Por isso, o uso de varfarina não interfere nesse teste, ao contrário do que ocorre com ensaios funcionais e coagulométricos.
D
Errada
Está errada porque o ensaio funcional de proteína S não fica mais confiável na fase aguda da trombose; ocorre o oposto. A trombose aguda e a resposta inflamatória podem alterar os anticoagulantes naturais, e a anticoagulação concomitante também compromete a interpretação. Isso aumenta o risco de falso diagnóstico de deficiência.
E
Errada
Está errada porque uma única dosagem de anticardiolipina não confirma síndrome antifosfolípide. O valor diagnóstico exige persistência laboratorial, com positividade em duas dosagens separadas por pelo menos 12 semanas. O erro é tomar um teste inicial positivo como confirmação diagnóstica.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre exame genético e teste funcional: nem tudo que investiga trombofilia pode ser interpretado durante varfarina ou na trombose aguda, mas a pesquisa genética do fator V de Leiden escapa dessa interferência.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro separe exames moleculares dos funcionais/coagulométricos: teste em DNA não sofre efeito da anticoagulação.
  • Sob varfarina, desconfie especialmente de proteína C e proteína S, porque são vitamina K-dependentes.
  • Na fase aguda da trombose, evite considerar ensaios funcionais de anticoagulantes naturais como plenamente fidedignos.
  • Em anticorpos antifosfolípides, confirmação diagnóstica exige persistência em nova dosagem após intervalo adequado, não resultado isolado.

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