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Q3614909 Arquivologia
Uma fundação pública municipal mantém documentos administrativos acumulados há mais de 12 anos em uma sala improvisada sem controle de temperatura ou umidade. Os servidores alegam que muitos documentos “ainda estão em uso” e não devem ser eliminados. No entanto, o setor de arquivo alerta que esses documentos já deveriam ter sido transferidos para o arquivo intermediário, pois a maioria está em fase de guarda apenas para fins legais ou comprobatórios. Considerando os conceitos arquivísticos, o critério que deve definir a transição entre arquivo corrente e intermediário é:
Alternativas

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Alternativa correta: C - o encerramento da fase de uso frequente ou imediato dos documentos

1. Tema central da questão:

A questão aborda os critérios para transferir documentos do arquivo corrente para o arquivo intermediário, conceito fundamental em gestão de documentos. Entender esse processo é essencial para garantir a eficiência, legalidade e a preservação adequada da informação pública.

2. Resumo teórico:

No ciclo de vida dos documentos, existem três fases principais:

  • Arquivo corrente: documentos em uso frequente, necessários para as atividades rotineiras do órgão.
  • Arquivo intermediário: documentos não mais consultados regularmente, mas ainda mantidos por exigências legais ou administrativas.
  • Arquivo permanente: documentos com valor histórico, cultural ou probatório, preservados indefinidamente.

A transição do corrente para o intermediário acontece quando o uso frequente se encerra, e a guarda passa a ser apenas para possíveis consultas legais, fiscais ou comprobatórias. Referência: Lei 8.159/1991 e Resolução CONARQ nº 14/2001.

3. Justificativa da alternativa correta (C):

O critério principal para transferir documentos ao arquivo intermediário é quando eles deixam de ser usados com frequência. O simples fato de estarem guardados não justifica a permanência no arquivo corrente, e sim a sua utilização efetiva no dia a dia.

4. Análise das alternativas incorretas:

  • A - Obsolescência física dos suportes documentais: A condição física não determina a mudança de fase; ela pode motivar conservação ou digitalização, mas não a transferência entre arquivos.
  • B - Quantidade de documentos gerados anualmente: O volume documental não é critério de transferência, mas sim o uso e o valor dos documentos.
  • D - Interesse da chefia imediata: A decisão deve seguir normas, e não vontades pessoais. O ciclo documental é normatizado por legislação e tabelas de temporalidade.

5. Estratégia para interpretação:

Procure sempre o conceito central da definição (neste caso, o uso frequente). Alternativas que dependem de interesses pessoais ou detalhes físicos geralmente são pegadinhas. Foque na função e necessidade informacional dos documentos.

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Comentários

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um documento so passa para o intermediário quando ele não e mais utilizado frequentemente

Apesar de ambos os documentos presentes nas fases corrente e intermediária possuírem valor primário administrativo, fiscal ou legal —, o que os diferencia é a frequência de uso, sendo os primeiros usados com frequência e os últimos não. A questão também pode dizer que os arquivos, na fase intermediária, aguardam avaliação para guarda permanente ou eliminação.

Letra C

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