Defeitos congênitos são frequentes, causam morbidade e morta...
Defeitos congênitos são frequentes, causam morbidade e mortalidade significativas e têm impacto substancial na saúde pública. Considerando as anomalias congênitas da face e do pescoço e assuntos correlacionados, julgue o item subsequente.
Cistos do segundo arco branquial comumente se apresentam
como massa próxima do polo superior da glândula parótida e
são mais comumente vistos em crianças maiores e adultos
jovens.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda anomalias congênitas do pescoço, mais especificamente os cistos do segundo arco branquial. Este tema exige conhecimento de anatomia embriológica e das características clínicas dessas lesões.
Justificativa da alternativa correta: O item está ERRADO. De acordo com as principais referências em otorrinolaringologia pediátrica e embriologia (ex: Nelson Tratado de Pediatria, UpToDate), os cistos do segundo arco branquial localizam-se tipicamente na borda anterior do músculo esternocleidomastoideo, no terço médio do pescoço. Não se apresentam habitualmente "próximos ao polo superior da glândula parótida", como afirma a questão.
Conceitos essenciais:
- Embriologia: O segundo arco branquial origina várias estruturas do pescoço. Se sua fusão não é completa, resultam cistos, seios ou fístulas.
- Localização: Os cistos do 2º arco têm trajeto característico anterolateral ao pescoço, seguindo a borda anterior do esternocleidomastoideo (terço médio).
- Faixa etária: Podem surgir em qualquer idade, mas costumam ser diagnosticados na infância e adolescência, após infecções de vias aéreas superiores ou processo inflamatório local.
Análise crítica da alternativa errada:
- Erro de localização: Massa junto ao polo superior da parótida não é característica de cisto do segundo arco branquial. Lesões dessa localização remetem mais a tumores salivares, linfonodos ou raros cistos do primeiro arco branquial.
- Pegadinhas: Atente-se: a menção à localização próxima da parótida busca confundir com cistos do primeiro arco branquial, que sim podem se relacionar à glândula parótida ou canal auditivo externo.
Dicas para provas: Localização típica e relações anatômicas são fundamentais em pediatria e otorrino. Palavras como "comumente" e descrições topográficas exigem muita atenção do candidato.
Diretriz oficial: Segundo a Associação Médica Brasileira: “As lesões do segundo arco branquial localizam-se na borda anterior do músculo esternocleidomastoideo, no terço médio do pescoço.”
Resumo final: Evite confundir as localizações! Cisto do segundo arco branquial = borda anterior do esternocleidomastoideo. Parótida lembra primeiro arco.
Gabarito: E (Errado)
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