Gestante de 28 semanas, previamente saudável, apresenta disp...

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Q3838552 Medicina
Gestante de 28 semanas, previamente saudável, apresenta dispneia súbita, dor torácica pleurítica, palpitações e ansiedade intensa. A angiotomografia de tórax confirma tromboembolismo pulmonar lobar. Não há sinais de sangramento ativo, e o exame físico mostra PA 118/70 mmHg, FC 104 bpm e saturação de O₂ de 95% em ar ambiente. Ela não possui história de trombofilia ou trombose prévia. Qual a conduta terapêutica inicial mais adequada? 
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Gestante de 28 semanas com TEP confirmado, hemodinamicamente estável e sem sangramento ativo deve iniciar anticoagulação terapêutica com heparina, preferencialmente heparina de baixo peso molecular, porque é o tratamento de escolha na gestação e não atravessa a placenta em grau clinicamente relevante.

Tema central: TEP na gestação
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Ácido acetilsalicílico é antiagregante plaquetário, não anticoagulante terapêutico para tromboembolismo venoso. TEP agudo confirmado exige anticoagulação, e substituir esse tratamento por AAS não é adequado neste cenário.
B
Certa
A heparina de baixo peso molecular é a opção inicial adequada porque o caso é de tromboembolismo pulmonar confirmado em gestante, sem contraindicação hemorrágica e sem instabilidade hemodinâmica. Nessa situação, o objetivo é anticoagulação terapêutica para evitar progressão do trombo e recorrência embólica. Entre as opções, a HBPM é a de escolha na gestação por combinar eficácia materna no tratamento do TEP com ausência de passagem placentária clinicamente relevante.
C
Errada
Incorreta. Rivaroxabana é anticoagulante oral direto, mas não é a opção inicial recomendada na gestação porque não há segurança fetal estabelecida e há potencial exposição fetal. A gestação afasta o uso rotineiro de DOAC nesse contexto.
D
Errada
Incorreta. Dabigatrana também é anticoagulante oral direto e não é recomendada como terapia inicial de TEP na gestação. O erro da alternativa é tratar como equivalente um fármaco oral que, na gestante, não é tratamento de escolha por insuficiência de सुरक्षा fetal estabelecida.
E
Errada
Incorreta. Warfarina atravessa a placenta e está associada a fetotoxicidade, teratogenicidade e hemorragia fetal, por isso não é a terapia inicial adequada para TEP durante a gestação. O critério decisivo aqui é a segurança fetal associada à gestação em curso.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões: achar que qualquer anticoagulante serve para TEP na gestante e esquecer que AAS não trata tromboembolismo venoso. O ponto-chave é escolher um anticoagulante compatível com a gestação.
Dica para questões semelhantes
  • Em TEP agudo confirmado, primeiro defina se a conduta é anticoagulação ou reperfusão pela estabilidade hemodinâmica; paciente normotensa e sem choque vai para anticoagulação.
  • Se houver gestação, a escolha do anticoagulante muda: heparina, preferencialmente HBPM, é a referência prática entre as opções usuais.
  • Não confunda antiagregante com anticoagulante: AAS não substitui tratamento de tromboembolismo venoso agudo.
  • Em provas, warfarina e DOAC podem ser opções comuns fora da gestação, mas isso não as torna equivalentes quando há risco de exposição fetal.

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