Em relação aos programas para gerenciamento de doentes crôni...
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Tema central: A questão aborda a gestão de programas para doenças crônicas, tópico fundamental em Saúde Pública, Medicina da Família e Perícia Médica, pois envolve uma visão integral e estratégica do cuidado ao paciente portador de condições persistentes (como diabetes, hipertensão e DPOC).
Comentário da alternativa correta (A): A correta gestão de programas para doentes crônicos reduz internações emergenciais e procedimentos cirúrgicos desnecessários, otimizando recursos e promovendo a sustentabilidade do sistema de saúde. Isso está de acordo com a Portaria nº 483/GM/MS, de 2014, que destaca a necessidade do cuidado contínuo, da prevenção e da intervenção precoce para evitar complicações. Também está respaldado por evidências científicas recentes (ex: estudos publicados em 2024 e diretrizes do Ministério da Saúde) que mostram que programas bem estruturados diminuem custos diretos (internações, procedimentos) e indiretos (absenteísmo, perda de produtividade).
Dica de prova: Palavras-chave como melhora da produtividade e economia de recursos associadas a estratégias de acompanhamento e controle são pistas importantes para identificar a alternativa correta.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta, pois afirma que doenças crônicas têm índices de cura elevados. Pela definição do Ministério da Saúde, são doenças usualmente sem cura, de manejo contínuo.
C) Errada ao restringir a ação ao auxílio hospitalar. O correto é o manejo multiprofissional e longitudinal na Atenção Primária, focando em evitar hospitalizações.
D) Traz equívoco ao associar programas principalmente à prevenção terciária. O gerenciamento abrange desde prevenção primária (ações antes da doença) até secundária (diagnóstico precoce e intervenção) e terciária (controle das complicações), sendo o enfoque muito maior na promoção e prevenção em estágios iniciais.
E) Erro conceitual ao afirmar que o cuidado termina na remissão da doença. Muitas doenças crônicas exigem cuidado permanente, mesmo em períodos de estabilidade.
Estratégias para acertar: Atente-se à definição oficial de doenças crônicas (início lento, duração longa, difícil cura) e à ênfase das políticas públicas em prevenção, acompanhamento contínuo e redução de custos evitáveis. Evite cair em pegadinhas sobre “cura” ou foco exclusivo em hospitalização.
Resumo: Programas de manejo de doenças crônicas qualificam o cuidado, aumentam produtividade e economizam recursos pela redução de desfechos graves — abordagem defendida por protocolos do Ministério da Saúde, OMS e literatura atual.
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Questão Sobre cuidados de pacientes cronicos
A) A correta gestão dos programas de gerenciamento de doentes crônicos pode fazer com que o prestador de serviços de saúde economize com a redução de internações emergenciais e intervenções cirúrgicas, ganhando também a economia, com o aumento da produtividade. (Correto, prevenir doenças crônicas reduz diversos gastos no sistemas de saúde, que mundialmente vem adotando sua redução/prevenção para tornar mais financiáveis os seguros de saúde nacionais.)
B) Doenças crônicas são aquelas de desenvolvimento lento, que duram períodos extensos – mais de 6 meses – e apresentam efeitos de longo prazo, difíceis de prever, mas com índices de cura elevados. (Errado, os índices de cura são baixíssimos. Alias, se os índices de cura fossem elevados, nem seriam doenças crônicas, porque seriam curadas e deixariam de ser crônicas).
C) O gerenciamento de doenças crônicas centra-se no cuidado ao sujeito doente e em sofrimento, facilitando a detecção precoce do problema, focando na busca de auxílio hospitalar para agilizar o tratamento. (Errado, os cuidados são feitos em unidades primária de atenção a saúde, ou UBS/ESF/CS no Brasil. Os hospitais além de serem mais caros, de mais difícil acesso, não terão respostas de cura melhores, gasto muito mais no processo de tratamento, e não cura, da doença.
D) Os programas de gerenciamento de doentes crônicos possuem maior ênfase nas ações de prevenção terciária (remoção de causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição clínica). (Errado, a descrição feita é a de prevenção primária)
A modelagem dos programas possui uma abordagem prospectiva, doença-específica, que integra a prestação dos cuidados de saúde em todas as suas etapas e termina nos períodos de remissão da doença.
Literatura recomendada:
- Relatório da Sociedade Civil sobre a Situação das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil (2019)
- Diretrizes para o cuidado das pessoas com doenças crônicas nas redes de atenção à saúde e nas linhas de cuidado prioritárias (2011)
- Linhas de cuidados do ministério da Saúde (2022): https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/
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