Mulher de 55 anos, IMC 29 kg/m², refere fadiga diária, dor e...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3838537 Medicina
Mulher de 55 anos, IMC 29 kg/m², refere fadiga diária, dor em joelhos e intolerância a caminhadas acima de 300 metros. Circunferência abdominal 92 cm (limite de alerta feminino ≈ 88 cm). Exames: glicemia de jejum 92 mg/dL (70–99), hemoglobina glicada 5,6% (4,0–5,6), creatinina 0,8 mg/dL (0,7–1,1), perfil lipídico normal, pressão arterial 122/78 mmHg. Sem diabetes ou doença cardiovascular. Qual é a classificação mais adequada pelo novo consenso The Lancet Diabetes & Endocrinology Commission on Clinical Obesity, 2025?
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pelo consenso The Lancet Diabetes & Endocrinology Commission 2025, IMC isolado não basta: é preciso confirmar excesso de adiposidade por medida adicional e, para obesidade clínica, haver disfunção orgânica/tecidual ou limitação funcional substancial atribuível à obesidade. Aqui, a circunferência abdominal de 92 cm confirma adiposidade central, e a intolerância a caminhar mais de 300 metros, com fadiga diária e dor em joelhos, caracteriza limitação funcional; por isso, a classificação correta é obesidade clínica.

Tema central: Classificação clínica da obesidade
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Não há peso normal. O IMC de 29 kg/m² já está acima da faixa de normalidade, e a circunferência abdominal de 92 cm mostra adiposidade central. Exames metabólicos normais não anulam o excesso de adiposidade.
B
Errada
Incorreta. Essa alternativa decorre da leitura por IMC isolado, mas o consenso de 2025 exige avaliação além do IMC. Como há adiposidade central confirmada e limitação funcional atribuível à obesidade, a paciente não fica rotulada apenas como sobrepeso.
C
Errada
Incorreta. Obesidade pré-clínica exige excesso de adiposidade com função preservada. O enunciado traz o oposto: limitação de mobilidade, intolerância a caminhada, fadiga e dor em joelhos, quadro compatível com repercussão funcional clinicamente relevante.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a questão cobra a taxonomia do consenso Lancet 2025, que separa obesidade pré-clínica de obesidade clínica com base em excesso de adiposidade e repercussão funcional/orgânica. A paciente tem IMC 29 kg/m², mas isso não a exclui do diagnóstico no novo consenso, pois a circunferência abdominal aumentada fornece a evidência antropométrica adicional de adiposidade. Além disso, há limitação funcional relevante vinculada ao excesso de adiposidade: dor em joelhos, fadiga diária e intolerância a caminhadas acima de 300 metros. A ausência de diabetes, hipertensão, dislipidemia ou doença cardiovascular não afasta obesidade clínica, porque o critério decisivo aqui é a limitação funcional substancial.
E
Errada
Incorreta. Obesidade grau I pertence à classificação tradicional por IMC entre 30,0 e 34,9 kg/m², e a paciente tem IMC 29 kg/m². Além disso, a questão pediu explicitamente a classificação do novo consenso de 2025, que não se resolve por graus de IMC.
Pegadinha da questão
A banca induz ao erro de usar apenas o IMC e marcar sobrepeso, ou de negar obesidade clínica por ausência de comorbidades metabólicas. O critério decisivo do consenso é excesso de adiposidade confirmado mais limitação funcional atribuível à obesidade.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão citar o consenso Lancet 2025, não classifique por IMC isolado.
  • Procure uma medida adicional de adiposidade, como circunferência abdominal, para confirmar excesso de gordura.
  • Diferencie pré-clínica de clínica pela função: excesso de adiposidade sem limitação é pré-clínica; com limitação funcional substancial, é clínica.
  • Não exija diabetes, hipertensão ou dislipidemia para reconhecer obesidade clínica se a questão já trouxe repercussão funcional atribuível à obesidade.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo