Em relação ao refluxo gastroesofagofaríngeo, assinale a alt...
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Tema central: O tema da questão é o refluxo gastroesofagofaríngeo (RGEF), especialmente suas manifestações otorrinolaringológicas, diagnóstico e fisiopatologia.
Comentário da alternativa INCORRETA (B):
A laringoscopia flexível NÃO possui especificidade elevada na detecção dos sinais de refluxo laringofaríngeo. Embora detecte alterações como edema, eritema e até lesões associadas ao refluxo, tais achados são NÃO específicos e podem estar presentes em diversas outras condições inflamatórias (ex: infecções virais, alergias, abuso vocal). Assim, a literatura médica e as diretrizes nacionais e internacionais (ex: Associação Médica Brasileira, American Academy of Otolaryngology) reforçam que o diagnóstico de RGEF não pode ser firmado apenas pelos achados laringoscópicos (“Os achados não são patognomônicos e há grande sobreposição com outras doenças da laringe” – Diretriz Brasileira de DRGE, pág. 19).
Análise das alternativas CORRETAS:
A) Correta. É comum que a forma clássica de refluxo não erosivo NÃO apresente lesões visíveis à endoscopia digestiva alta, sendo diagnosticado principalmente pelo quadro clínico e resposta ao tratamento (Diretriz Brasileira de DRGE, pág. 8).
C) Correta. A esofagite erosiva frequentemente apresenta recidiva elevada após suspensão do tratamento, sendo recomendada monitorização e, em alguns casos, uso prolongado de IBP (UpToDate, 2024).
D) Correta. Os mecanismos fisiopatológicos do RGEF incluem irritação química direta da mucosa laringofaríngea pelo conteúdo ácido e, também, reflexos vagais desencadeando tosse e broncoespasmo (Harrison’s, 20ª ed., Cap. 315).
E) Correta. Os sinais laríngeos do refluxo podem englobar pólipos, ulcerações, leucoplasias e outras lesões, embora não sejam exclusivas desta condição (Diretriz Brasileira de DRGE, pág. 22).
Dicas para provas: Sempre desconfie de afirmações absolutas sobre especificidade/sensibilidade de exames, especialmente se mencionarem diagnóstico fechado apenas por métodos visuais na laringe – muitas doenças mimetizam tais achados. Leia atentamente termos como “especificidade”, pois são pegadinhas frequentes.
Conclusão: A alternativa B está errada pois superestima o valor da laringoscopia para diagnóstico de refluxo. O diagnóstico do RGEF é eminentemente clínico, com apoio da avaliação endoscópica quando indicado, sempre correlacionando achados e sintomas.
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