Na análise de causalidade em saúde pública, os critérios pr...

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Q3909030 Saúde Pública
Na análise de causalidade em saúde pública, os critérios propostos por Austin Bradford Hill em mil novecentos e sessenta e cinco oferecem uma estrutura para distinguir associações estatísticas de relações causa-efeito. O critério da Analogia, especificamente, é um dos menos citados na literatura clássica, mas desempenha papel fundamental na plausibilidade de novas hipóteses epidemiológicas diante de evidências pré-existentes. Considerando a aplicação técnica desse critério para a validação de nexos causais em cenários de novas patologias, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar que o enunciado cobra o critério de Analogia em Bradford Hill, cuja definição conceitual é a de que a inferência causal ganha plausibilidade quando há efeitos semelhantes já demonstrados em causas, exposições ou situações análogas. Por isso, a alternativa correta é a B.

Tema central: Critério de Analogia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui à Analogia o conteúdo do critério de temporalidade, ao exigir que a causa preceda o efeito. Além disso, acrescenta a ideia de intervalo cronológico fixo e de cessação imediata de novos casos com a retirada do risco, elementos que não definem Analogia.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve o sentido técnico da Analogia nos critérios de Bradford Hill: uma hipótese causal se torna mais plausível quando há evidências prévias de efeitos semelhantes produzidos por agentes, exposições ou situações análogas. Esse critério reforça a inferência causal com base em semelhanças já conhecidas.
C
Errada
Está errada porque desloca a discussão para força da associação, mencionando risco relativo superior a dez como se fosse exigência do critério. Também erra ao afirmar que isso eliminaria a necessidade de controle de variáveis, o que não decorre da Analogia.
D
Errada
Está errada porque restringe indevidamente a Analogia à comparação morfológica entre agentes virais, limitação que não existe no conceito do critério. Também erra ao negar sua utilidade inferencial em saúde coletiva.
Pegadinha da questão
A confusão real era trocar Analogia por outros critérios de Hill, especialmente temporalidade e força da associação, além de inserir exigências inexistentes como ponto de corte de risco relativo ou dispensa de controle de confundimento.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa falar em efeitos semelhantes já conhecidos em exposições ou causas análogas, ela aponta para Analogia.
  • Se a alternativa exigir causa antes do efeito, está tratando de temporalidade, não de Analogia.
  • Se a alternativa trouxer magnitude de risco relativo ou ponto de corte numérico, está migrando para força da associação, não para Analogia.
  • Analogia reforça plausibilidade causal, mas não elimina a necessidade de avaliar confundimento nem se restringe à semelhança morfológica entre agentes.

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