O processo de transição epidemiológica no Brasil não seguiu...

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Q3909028 Saúde Pública
O processo de transição epidemiológica no Brasil não seguiu o modelo clássico de substituição linear das doenças transmissíveis pelas crônicas, apresentando o fenômeno da polarização epidemiológica. Essa condição reflete a desigualdade social extrema, onde diferentes perfis de morbimortalidade coexistem no mesmo território e período histórico. No que concerne às características atuais desta transição no território nacional, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era reconhecer que a polarização epidemiológica no Brasil envolve coexistência de perfis de morbimortalidade, e não substituição linear das doenças transmissíveis pelas crônicas.

Tema central: polarização epidemiológica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma a eliminação das doenças transmitidas por vetores, quando a polarização epidemiológica pressupõe justamente a persistência de agravos transmissíveis. Também erra ao atribuir aos idosos resistência natural aos arbovírus, afirmação biologicamente e epidemiologicamente insustentável segundo a base.
B
Errada
Está errada por descrever um estágio demográfico incompatível com o Brasil atual. Fecundidade superior a quatro filhos por mulher e redução drástica da expectativa de vida ao nascer não correspondem aos indicadores demográficos contemporâneos do país.
C
Certa
A alternativa C está certa porque descreve exatamente o critério que caracteriza a transição epidemiológica brasileira: não houve substituição linear completa das doenças transmissíveis pelas crônicas. O traço marcante é a coexistência, no mesmo período e território, de doenças infectocontagiosas e carências nutricionais com o aumento das doenças crônicas não transmissíveis e das causas externas, que é precisamente o núcleo da polarização epidemiológica.
D
Errada
Está errada porque traz uma classificação desconectada do ponto decisivo da questão e, sobretudo, porque atribui a queda da mortalidade infantil exclusivamente à cura biológica de todas as neoplasias hematológicas na infância. Essa causalidade exclusiva é manifestamente falsa e alheia à caracterização da transição epidemiológica cobrada.
Pegadinha da questão
A questão explora a confusão entre transição epidemiológica e substituição linear completa de perfis, além de usar termos absolutos como "eliminou" e "exclusivamente" em um tema cujo traço central é a coexistência de agravos.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado mencionar polarização epidemiológica no Brasil, procure a alternativa que traga coexistência de doenças transmissíveis/carenciais com DCNT e causas externas.
  • Elimine alternativas que neguem a permanência de agravos transmissíveis, porque isso contraria a superposição de perfis típica do país.
  • Desconfie de alternativas que troquem o foco epidemiológico por indicadores demográficos incompatíveis com o Brasil atual.
  • Afirmações absolutas como "eliminou" e "exclusivamente" tendem a contrariar a heterogeneidade própria da transição epidemiológica brasileira.

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