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Q1654834 Medicina
Em relação ao barotrauma otológico, assinale a alternativa INCORRETA:
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Tema central: Barotrauma otológico refere-se às lesões nos componentes do ouvido resultantes de alterações bruscas de pressão ambiental, sobretudo durante mergulhos, voos ou procedimentos de oxigenoterapia hiperbárica. Os riscos variam conforme a rapidez da variação e a capacidade de equalização do ouvido médio.

Alternativa INCORRETA: C) O barotrauma de descida, no mergulho aquático, é mais grave que o de subida.

Justificativa:
Durante a descida, a pressão aumenta e pode causar desconforto se a tuba auditiva não equalizar adequadamente, porém, na subida existe risco potencialmente mais grave, pois o ar expandido pode causar lesão severa – inclusive embolia arterial gasosa, principalmente nos pulmões (“barotrauma pulmonar”). Em relação ao ouvido, barotraumas de subida podem romper membranas e causar sintomas neurossensoriais intensos. Protocolos, como o Manual MSD de Distúrbios Otológicos, enfatizam o maior risco das lesões de subida.

Análise das demais alternativas:

A) Correta. A perda auditiva sensorioneural até 72h após mergulho pode indicar fístula perilinfática, complicação documentada em diversas diretrizes (Manual de Doenças Otorrinolaringológicas, Capítulo de Doenças da Orelha).

B) Correta. Mudanças rápidas de pressão são mais lesivas do que mudanças graduais, pois não há tempo para equalização. Diretrizes internacionais reforçam esse conceito.

D) Correta. Pacientes com disfunção tubária e submetidos à oxigenoterapia hiperbárica se beneficiam da colocação preventiva de tubo de ventilação, como preconiza a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (manual de cuidados em câmara hiperbárica, seção Barotrauma Otológico).

E) Correta. A fístula perilinfática ocorre com mais frequência na janela redonda do ouvido interno, devido à sua delicadeza anatômica comparada à janela oval (Zubal et al., Otolaryngology Clinics of North America, 2022).

Dicas de prova: Atenção a termos absolutos (“mais grave”, “sempre”, “nunca”) e a nuances de fisiopatologia do mergulho. Busque sempre associar o mecanismo de lesão à situação clínica apresentada.

Resumo: A alternativa C está incorreta, pois são as lesões da subida (especialmente pulmonares e neurológicas) que apresentam maior gravidade e risco vital.

Referências: Manual MSD (Barotrauma da orelha), UpToDate – Barotrauma, Zubal J, Otolaryngology Clinics of North America, 2022.

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O barotrauma do ouvido médio pode ocorrer tanto na descida como na subida, contudo é na descida que este ocorre mais frequentemente.

A equalização do ouvido médio é baseada na função da trompa de Eustáquio. Durante a descida, há um aumento da pressão externa contra a membrana timpânica, pois a trompa de Eustáquio não permite que o ar flua para o ouvido médio para igualar a pressão. A membrana timpânica pode romper, dependendo da sua fragilidade e velocidade e profundidade da descida(12).

Durante a subida, a equalização é mais passiva pois o ar no espaço do ouvido médio expande- se e forma-se um gradiente de pressão que empurra a membrana timpânica para fora. A dificuldade de equalização na subida geralmente é secundária ao barotrauma e à inflamação ocorrida durante a descida.

A fisiopatologia é diferente na subida e na descida, e são varios os fatores envolvidos na gravidade da lesao, portanto nao podemos afirmar que a leaao é mais grave na subida ou na descida.

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