A revolução de 1930 introduziu mudanças políticas, econômica...

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Q359353 História
A revolução de 1930 introduziu mudanças políticas, econômicas, sociais e na política externa. A respeito dessas mudanças, julgue (C ou E) os itens a seguir.

Sem ruptura com a política que vinha sendo implementada, a política externa do governo revolucionário caracterizou-se pelo protagonismo no plano regional e pela centralidade do relacionamento com os EUA.
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Alternativa correta: C (Certo)

1. Tema central da questão:

A questão aborda mudanças na política externa brasileira após a Revolução de 1930, especialmente durante o governo de Getúlio Vargas. O enfoque está em identificar se houve continuidade ou ruptura na condução das relações exteriores, e quais foram as principais características desse período.

2. Resumo teórico:

A Revolução de 1930 marcou uma fase de transição no Brasil, com Getúlio Vargas assumindo o poder e inaugurando um novo ciclo político e econômico. No campo da política externa, o governo buscou maior protagonismo regional e estabeleceu o relacionamento prioritário com os Estados Unidos como eixo central. Isso se refletiu em acordos comerciais, cooperação diplomática e alinhamento estratégico, especialmente no contexto da Segunda Guerra Mundial.

Apesar das mudanças internas, a política externa manteve certos elementos de continuidade em relação ao período anterior, com a orientação para manter boas relações com potências hegemônicas da época, como os EUA. Esse movimento ficou conhecido como a política da boa vizinhança, incentivada por Franklin D. Roosevelt e seguida por Vargas.

Fonte: FAUSTO, Boris. História do Brasil. Edusp, 2015;
FARIA, Alexandre de Gusmão; Cervo, Amado Luiz. História da Política Exterior do Brasil. Brasília: Editora UnB, 2008.

3. Justificativa da alternativa correta:

A afirmação está correta porque, no início do governo Vargas, não houve uma ruptura radical na política externa. O Brasil continuou buscando um lugar de destaque na América do Sul, ao mesmo tempo em que aproximou-se ainda mais dos Estados Unidos, considerando-os como principal parceiro e referência internacional. Essa centralidade no relacionamento com os EUA foi uma marca registrada do período, especialmente com a intensificação do comércio e da cooperação militar na Segunda Guerra Mundial.

A política externa brasileira passou a valorizar também a participação em organismos multilaterais, mas sempre mantendo os EUA no centro das prioridades, em parte pela influência econômica e em parte pelas questões de segurança hemisférica.

4. Estratégias de interpretação:

Para resolver questões desse tipo, atenção a expressões como "sem ruptura" e "centralidade do relacionamento com os EUA". Elas indicam continuidade e prioridade. Questões históricas frequentemente testam se o candidato identifica mudanças graduais ou radicais. Lembre-se de associar fatos históricos a contextos internacionais e de observar palavras que indicam intensidade ou novidade.

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Comentários

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Os professores Amado Cervo e Clodoaldo Bueno enfatizam, em "História da Política Exterior do Brasil", que o Governo Provisório não promoveu mudanças significativas em relação ao período anterior e, ao se fazer uma análise dos destaques em matéria exterior dos primeiros anos seguintes à revolução, apesar dos professores não dizerem isto claramente, percebe-se o protagonismo do Brasil no plano regional por ter atuado de maneira conciliatória em diversos casos de litígios entre países da América do Sul.

"O Governo Provisório instalado no Brasil, em novembro de 1930, não teve problemas para ser reconhecido internacionalmente, até mesmo porque garantiu o cumprimento de todos os compromissos internacionais assumidos pelo país. As relações com os Estados Unidos não foram afetadas na sua essência (...).


O novo chanceler, Afrânio de Melo Franco, político e diplomata mineiro, experiente até mesmo na Liga das Nações, ficou no posto até 1933 e não promoveu significativas alterações de rumos na política exterior que o Brasil vinha desenvolvendo. (...)

No contexto regional, adotou-se uma atitude de prestígio do pan-americanismo, que seria observada também no Estado Novo, quando do alinhamento aos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Outra característica da atuação brasileira na área americana foi a conciliação. Em 1930, Afrânio de Melo Franco ofereceu, com sucesso, os bons ofícios para o reatamento das relações diplomáticas entre Peru e Uruguai. Na questão de Letícia, entre Peru e Colômbia; e na Guerra do Chaco, entre Bolívia e Paraguai, a diplomacia brasileira desempenhou também papel conciliador. Cumpre ainda registrar a manutenção da tradição republicana ao se fazer representar nas Conferências Internacionais Americanas.” (p. 253)


Eu me baseei no conceito da Política Pendular de Vargas, ora se aproximando dos alemães, ora dos EUA... mas isso só ocorre mais próximo à Segunda Guerra. A questão se refere ao período da Revolução ainda nos anos 30... e como o W. Wilson trouxe a info do Amado Cervo, o Governo Provisório não muda nessa época.

Acredito ser isto:

1930 - 1934: Governo Provisório - manutenção da polítca externa e centralidade com os EUA.

1934 - 1937: Governo Constitucional - Equidistância Pragmática (não se trata de pendular, haja vista a simultaneidade da aproximação com EUA e Alemanha) 

1937; 1939- 1945: Estado Novo - Retorna ao alinhamento com os EUA contra os países do eixo na Segunda Guerra Mundial.

 

Corrijam-me caso esteja equivocado. 

 

Mesmo se vago o que a banca entendeu por "governo revolucionário", de 30 até a Constituição ou toda a era Vargas, é importante lembrar que, mesmo durante o período da equidistância pragmática, a centralidade ainda estava nos EUA. A barganha entre a Alemanha e os EUA foi também uma maneira encontrara para se ter mais espaço para negociação com os norte-americanos. Nesse sentido, a centralidade da PEB, sim, manteve-se no relacionamento com os EUA.

PROTESTANTE

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