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Q3366533 Medicina
Paciente de 32 anos, pedreiro, apresenta quadro de febre alta e mialgia iniciada há 5 dias. Evoluiu com dor abdominal intensa e contínua, acompanhada de vômitos persistentes. Apresenta aumento progressivo do hematócrito e, ao exame físico, apresenta hepatomegalia de 4 cm e hipotensão postural. Procurou a unidade básica de saúde, onde recebeu o diagnóstico de dengue.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para este paciente. 
Alternativas

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Tema central: manejo da dengue com sinais de alarme. A clínica (febre recente, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, hepatomegalia, hipotensão postural) associada a aumento progressivo do hematócrito indica extravasamento plasmático na fase crítica (dias 3–7), exigindo internação e hidratação venosa. Diretrizes OMS/WHO e Ministério da Saúde classificam: dengue sem sinais de alarme; com sinais de alarme; e dengue grave.

Alternativa correta: C — Internação para hidratação endovenosa por, pelo menos, 48 horas.

Justificativa: Sinais de alarme + hemoconcentração tornam o paciente de alto risco para choque. Conduta: cristaloides EV (Ringer lactato ou SF 0,9%) com titulação por metas (PA, perfusão, diurese ≥0,5 mL/kg/h, hematócrito seriado), analgesia (paracetamol/dipirona), evitar AINEs, monitorização contínua e exames seriados (Ht, plaquetas, função hepática/renal). Tempo mínimo de observação: 24–48 h após estabilização, pois o risco é maior na fase crítica. Referências: WHO Dengue Guidelines, Ministério da Saúde – Manejo Clínico da Dengue, UpToDate, Harrison’s.

Análise das alternativas incorretas

  • A – Seguimento ambulatorial com hidratação oral é inadequado. Sinais de alarme + hemoconcentração requerem internação e acesso venoso. Risco de rápida evolução para choque se manejado em casa.
  • B – Retorno diário e VO também é insuficiente. A fase crítica demanda correção de volemia em ambiente hospitalar com Ht seriado e metas de perfusão; observar apenas em ambulatório não previne choque iminente.
  • D – UTI apenas se houver choque, sangramento grave, insuficiência de órgãos (dengue grave). O caso apresenta alarme sem instabilidade refratária; leito de enfermaria com monitorização é o recomendado inicialmente.
  • EAlbumina/coloides não são de primeira linha. Diretrizes indicam cristaloides; coloides reservados para choque refratário após falha de reposição com cristaloides ou se Ht permanece alto com má perfusão. Uso rotineiro de albumina aumenta custos e pode ter riscos sem benefício comprovado.

Estratégia de prova: identifique “dor abdominal intensa”, “vômitos persistentes”, “hipotensão postural” e “hematócrito em elevação” como sinais de alarme. Na dengue, hemoconcentração indica extravasamento plasmático. Na presença desses achados, a palavra-chave é internação com hidratação EV titulada. UTI/coloide só se houver dengue grave (choque, sangramento ou falência orgânica).

Referências-chave: WHO/OMS Dengue Guidelines (2009, atualizadas), Ministério da Saúde – Guia de Manejo Clínico da Dengue, UpToDate (Dengue: clinical manifestations and management), Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: C

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