Algumas lesões de uretra podem ser reparadas com uret...
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Tema central: O enfoque da questão é a urotroplastia anastomótica, técnica cirúrgica usada para reparar estenoses uretrais curtas (geralmente até 2 cm), especialmente na uretra bulbar. A escolha do método depende do comprimento da lesão, etiologia, local afetado e histórico de cirurgias prévias.
Justificativa da alternativa correta (D): Em pacientes com história prévia de tratamento de hipospádia, especialmente após múltiplas cirurgias, há frequente presença de cicatrizes extensas, vascularização comprometida e distorção anatômica. Isso geralmente inviabiliza a realização da uretroplastia anastomótica, tornando necessário o uso de técnicas reconstrutivas mais complexas (enxertos, retalhos ou reparo em múltiplos estágios). Conforme as diretrizes mais atuais, “estenoses em pacientes multi-operados por hipospádia constituem indicação restrita para anastomose término-terminal por conta do substrato cicatricial adverso” (SBU, Manual de Urologia, 2022).
Análise das alternativas incorretas:
A) Fratura de pelve com lesão uretral maior que 3 cm: Lesões maiores de 3 cm na maioria das vezes necessitam de técnicas não anastomóticas. Portanto, está errada ao sugerir uso rotineiro deste método, mas, ainda assim, há situações excepcionais aceitas, especialmente se o tecido for saudável nas extremidades.
B) e C) Estenoses bulbares curtas (1 cm) por trauma ou iatrogenia: Idealmente tratadas com uretroplastia anastomótica, que oferece altas taxas de sucesso (>90%) (UpToDate, Urethral stricture management, 2023).
E) Estenose por trauma perineal, bulbar, 2 cm: Também é principal indicação para anastomose término-terminal. Segundo o PCDT Estenose Uretral Masculina, Ministério da Saúde (2021): “Estenoses bulbouretrais de até 2 cm – indicação: uretroplastia anastomótica”.
Estratégias para prova: Atenção a palavras-chave como “história prévia de hipospádia”, que indicam maior complexidade, cicatrizes e falha de técnicas tradicionais. Pegadinha frequente: “comprimento da estenose” versus “condições locais do leito uretral”. Sempre confira protocolos e considere o contexto clínico!
Resumo final: Pacientes operados previamente por hipospádia com estenose são exceção à regra da uretroplastia anastomótica. Os demais cenários, estenoses bulbares curtas de etiologia traumática ou iatrogênica, têm excelente prognóstico com essa técnica.
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