A pesquisa e a confirmação do diagnóstico de infecção tuber...
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: investigação e tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) em candidatos a terapia imunossupressora. Nesses pacientes, tratar ILTB reduz drasticamente o risco de reativação. As principais opções de tratamento são esquemas curtos com rifamicinas ou isoniazida prolongada.
Alternativa correta: A – Rifapentina + isoniazida (3HP) 1x/semana por 12 semanas é o esquema preferencial para ILTB por ser curto, ter maior adesão e eficácia semelhante aos esquemas longos, com bom perfil de segurança. Recomendado pelo Ministério da Saúde (Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose, 2022), OMS (2020) e CDC/US (2020–2023). Útil em candidatos a anti-TNF e outros imunossupressores, após excluir TB ativa e avaliar interações.
Por que as demais estão incorretas?
B) “Rifapentina por 8 semanas, dose semanal, na gestante” – errado por dois motivos: (1) não existe esquema de 8 semanas com rifapentina em monoterapia; o 3HP é de 12 semanas e é associação com isoniazida; (2) gestação: rifapentina não é recomendada nas diretrizes do MS/OMS. Preferem-se isoniazida 6 meses (6H) ou rifampicina 4 meses (4R) conforme avaliação de risco-benefício. Referências: MS 2022; OMS 2020.
C) “Rifampicina por 4 meses é o preferencial no HIV/AIDS” – incorreto. Em pessoas vivendo com HIV, o preferido é esquema curto com rifamicina quando possível, sobretudo 3HP (desde que o TARV seja compatível) ou isoniazida 6–9 meses quando há interações. A rifampicina (4R) interage com diversos antirretrovirais (ex.: inibidores de protease), não sendo o “preferencial”; pode ser opção com TARV compatível (p.ex., efavirenz). Referências: OMS 2020; UpToDate; MS 2022.
D) “Repetir tratamento anualmente em imunossuprimidos que já trataram TB” – falso. Não se indica retratamento anual de rotina. Após tratamento adequado, apenas nova exposição de alto risco ou mudanças clínicas justificam reavaliação. Diretrizes não recomendam “quimioprofilaxia anual”.
E) “Abandono = 2 semanas sem medicação” – errado. Os critérios usuais para ILTB consideram interrupção ≥30 dias ou consumo de < 75% das doses como abandono/falha de conclusão, variando por programa. Duas semanas não configuram o critério oficial. Referência: MS 2022; SBPT.
Dicas de prova (pegadinhas): memorize os acrônimos: 3HP (isoniazida+rifapentina semanal/12 sem), 4R (rifampicina diária/4 meses), 3HR (isoniazida+rifampicina diária/3 meses), 6H/9H. Atenção especial a: gestação (evitar rifapentina), HIV (interações com rifampicina) e definição de abandono.
Fontes: Ministério da Saúde – Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose (2022); OMS – TB preventive treatment guidelines (2020); CDC/US LTBI guidelines; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate.
Resposta: A
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B) Não se recomenda utilizar rifapentina em gestantes
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