Uma mulher de 21 anos sofre múltiplas lesões em acidente de ...
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Tema central da questão: O foco principal é embolia gordurosa como complicação de fraturas de ossos longos, identificando o mecanismo de óbito e o órgão essencial para investigação em necropsia.
Justificativa da alternativa correta (C):
Após trauma com fratura de ossos longos (fêmur, tíbia), especialmente em politraumatizados, ocorre risco elevado de síndrome da embolia gordurosa (SEG). A SEG resulta da liberação de partículas de gordura da medula óssea para a corrente sanguínea, que se alojam principalmente nos capilares pulmonares, levando a obstrução, grave alteração da troca gasosa e insuficiência respiratória aguda. O quadro classicamente surge 12 a 72h após o trauma — intervalo compatível com o caso. Na necropsia, o pulmão é o órgão que deve ser avaliado cuidadosamente, buscando gotículas gordurosas nos vasos e lesão alveolar difusa.
Relato em diretriz médica: Segundo o Projeto Diretrizes da AMB: “A incidência da embolia gordurosa (EG) varia entre 1% até 3,5%, seguindo-se a fratura dos ossos longos (…), como fratura do fêmur; também pode ocorrer depois de fraturas da clavícula, tíbia e mesmo em fraturas cranianas isoladas.”
Portanto, a alternativa C está correta: embolia gordurosa e pulmão.
Por que as alternativas estão erradas?
- A) choque e coração: O choque poderia ser causa indireta de morte, mas, nesse caso, o mecanismo clínico (dispneia súbita após fraturas de ossos longos) não sugere choque primário, nem o coração é o principal foco necroscópico.
- B) infarto e pulmão: O “infarto pulmonar” não é o mecanismo típico. A referência é à obstrução dos capilares por gordura — não por trombo/êmbolo convencional.
- D) tamponamento cardíaco e coração: Tamponamento é raro em traumas sem evidências de lesão cardíaca direta. Não condiz com o cenário clínico relatado.
- E) choque e pulmão: Embora o pulmão seja afetado, apenas “choque” é inespecífico, não apontando o mecanismo fisiopatológico típico desse caso.
Dica de Prova: Atenção para palavras-chave: fratura de osso longo + dispneia aguda = embolia gordurosa. O tempo para o sintoma surgir (12-72h pós-trauma) é um forte indicador para essa síndrome.
Referências: Projeto Diretrizes AMB, obras como “Patologia Estrutural e Funcional” de Robbins & Cotran e repositórios médicos como UpToDate reforçam esses conceitos sobre SEG.
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