De acordo com Martins etalii (1998), uma avaliação é uma bús...
De acordo com Martins etalii (1998), uma avaliação é uma bússola de excelente qualidade para o professor se orientar. Ela é um diagnóstico dos alunos, do professor e do assunto tratado. É ponto de chegada e de partida; é meio, começo, fim e reinício.
As autoras relacionam, na avaliação em Arte, uma série de “pontos de chegada”, dentro de cada linguagem específica, a partir de três campos conceituais que subsidiam o trabalho em arte. Esses campos conceituais foram denominados como:
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Tema central: A questão aborda os três campos conceituais fundamentais da avaliação em Arte segundo Martins, Picosque e Guerra (1998): criação/produção, percepção/análise e conhecimento da produção artístico-estética. Esses campos estruturam o ensino-aprendizagem em Artes Visuais e são essenciais para desenvolver tanto a prática criativa quanto o senso crítico e o repertório cultural dos alunos.
Conceito-chave para resolver a questão: Segundo as autoras, avaliar em Arte vai além da verificação de resultados técnicos; exige observar como o aluno cria e se expressa (criação/produção), como observa, descreve e interpreta obras (percepção/análise) e quanto compreende o contexto histórico e cultural das produções artísticas (conhecimento da produção). Esses três pilares, juntos, permitem uma avaliação formativa e integral.
Justificativa da alternativa correta – A: É a única que corresponde diretamente aos campos definidos por Martins et al. (1998). Ao trabalhar criação/produção, investiga-se a autoria e expressão; percepção/análise, a capacidade de ler e refletir sobre arte; e o conhecimento envolve a contextualização cultural e histórica. Essa combinação viabiliza um ensino crítico, criativo e consciente, de acordo com as diretrizes da BNCC e principais referenciais em Arte-Educação.
Análise das alternativas incorretas:
B) Termos como “conteúdo/habilidade”, “objetivo/competência”, “destreza no uso de instrumentos” são genéricos, aplicáveis a várias áreas, e não especificam o foco triplo na prática, análise e repertório histórico-cultural exigido em Artes.
C) Mistura objetivos educacionais com questões de comportamento e estilos, que não formam os três eixos conceituais indicados pelas autoras.
D) Embora a leitura/fruição relacione-se à percepção, “aprimoramento/aprofundamento” e “julgamento da qualidade” não abrangem abrangência necessária para cobrir as áreas da criação, análise e conhecimento — restringindo a avaliação a aspectos subjetivos.
E) “História/contexto”; “produto/resultado”; “evolução do gosto estético” abordam parte do universo da Arte, porém ignoram a análise crítica e a prática criativa, focando de maneira fragmentada.
Dica para a prova: Fique atento(a) à precisão dos termos! Trocas sutis, como confundir “análise” (capacidade crítica) com “julgamento da qualidade” (opinião subjetiva), ou “produção” (criação autoral) com “produto/resultado” (ênfase só no objeto final), são questões recorrentes nas provas. Procure sempre identificar quando o enunciado pede algo específico do universo das Artes Visuais e não termos genéricos da educação.
Resumo final: Na dúvida, volte ao tripé: criar, analisar e conhecer. Essa tríade é base em avaliação artística de acordo com a literatura clássica da área, como o próprio livro de Martins, Picosque e Guerra.
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