A meningite bacteriana (meningocócica, Haemophilus influenz...

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Q1123487 Medicina
A meningite bacteriana (meningocócica, Haemophilus influenzae, stafilococo) representa emergência neurológica associada à significativa morbidade e mortalidade. Assinale a alternativa que relaciona corretamente a idade ou fator predisponente ao tratamento indicado.
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Tema central: A questão aborda meningite bacteriana e a importância da escolha do antibiótico empírico em função da idade/fator de risco, de acordo com os protocolos nacionais. Para obter a melhor resposta, é crucial conhecer os principais agentes etiológicos em cada faixa etária e ajustar a cobertura antibiótica.

Justificativa da alternativa correta (A):
Idade 0-4 semanas: ampicilina + cefotaxima ou aminoglicosídeo. Conforme as Diretrizes do Ministério da Saúde, neonatos apresentam risco elevado por Streptococcus do grupo B, Escherichia coli e Listeria monocytogenes. Assim, a combinação de ampicilina (cobre Listeria e estreptococo do grupo B) + cefotaxima (Gram-negativos) ou um aminoglicosídeo é a conduta recomendada. (Diretrizes para Enfrentamento das Meningites até 2030, Ministério da Saúde, p. 61)

Segundo o Manual MSD, “o tratamento inicial deve ser com ampicilina e cefotaxima ou ampicilina e gentamicina”. Isso contempla ampla cobertura dos principais agentes nesta faixa etária e está alinhado à melhor prática assistencial.

Análise das alternativas incorretas:

B) 1 mês a 50 anos: vancomicina + streptomicina.
Erro: Streptomicina não é recomendada para meningite, e o esquema habitual inclui ceftriaxona/cefotaxima + vancomicina para cobrir Neisseria, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae.

C) >50 anos: vancomicina + cefepima.
Erro: Cefepima não cobre Listeria. Idosos necessitam de ampicilina associada para cobrir esse agente, em conjunto com ceftriaxona/cefotaxima e, se necessário, vancomicina.

D) Imunodeprimido: vancomicina + ampicilina + aminoglicosídeo.
Divergência: O tratamento empírico costuma ser ampicilina + cefepima/meropenem e, conforme perfil local, vancomicina. Aminoglicosídeos não são de rotina nesse grupo.

E) Meningite recorrente: vancomicina + ampicilina.
Inadequado: O esquema depende do agente específico, geralmente visando patógenos encapsulados (Streptococcus pneumoniae, Neisseria), e pode incluir cefalosporinas de terceira geração, não sendo esse o padrão terapêutico inicial.

Estratégia de prova: Atenção para as especificidades de idade e agentes cobertos. Palavras como “aminoglicosídeo”, “streptomicina” ou esquemas sem cobertura para Listeria em neonatos/idosos são pegadinhas frequentes!

Resumo: O tratamento empírico em neonatos (0-4 semanas) é ampicilina + cefotaxima (ou aminoglicosídeo), seguindo rigorosamente protocolos do Ministério da Saúde e literatura internacional.

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A alternativa correta é a letra A, que indica o tratamento para a faixa etária de 0-4 semanas, consistindo em ampicilina + cefotaxima ou aminoglicosídeo. Isso ocorre porque nessa faixa etária os bebês são mais vulneráveis a infecções e têm um sistema imunológico imaturo, o que os torna suscetíveis a desenvolver infecções bacterianas graves, como a meningite. Além disso, a escolha desses antibióticos é baseada na suscetibilidade bacteriana e na capacidade de atravessar as barreiras de proteção do sistema nervoso central, que é onde a meningite afeta diretamente. É importante que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível para evitar complicações graves e reduzir a mortalidade.

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