Homem, 67 anos, com cardiopatia isquêmica e fibrilação atri...
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Tema central: A questão aborda as manifestações clínicas das síndromes vasculares encefálicas agudas, essenciais para o diagnóstico topográfico do acidente vascular cerebral (AVC). O reconhecimento dos sinais típicos permite correlacionar sintomas com áreas cerebrais e territórios arteriais específicos.
Justificativa da alternativa correta – Síndrome da artéria cerebral posterior (Alternativa C):
O paciente apresenta instalação súbita de hemiparesia incompleta proporcionada, hemi-hipoestesia táctil-dolorosa e hemianopsia homônima. Esses achados configuram a síndrome da artéria cerebral posterior (ACP).
- Hemianopsia homônima: a ACP irriga o lobo occipital, onde se localiza o córtex visual primário. Lesão nesse território resulta em perda do campo visual homolateral (geralmente contralateral à lesão).
- Déficits sensoriais (hemi-hipoestesia táctil-dolorosa): o tálamo, cuja irrigação ocorre por ramos da ACP, é fundamental para integração sensitiva, justificando o sintoma.
- Hemiparesia (menos comum): pode surgir na chamada síndrome talâmico-mesencefálica (ramações da ACP), afetando fibras motoras adjacentes.
Segundo o "Manual de Neurologia" de Adams & Victor, “a síndrome da artéria cerebral posterior frequentemente apresenta hemianopsia homônima associada a déficits sensoriais talâmicos" (cap. 34).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Síndrome da artéria cerebral média: Típica por hemiparesia, hemisensibilidade e afasia (quando hemisfério dominante) ou negligência (quando não-dominante). Não causa hemianopsia isolada, e sintomas sensoriais são menos marcantes.
- B) Síndrome de Foix-Chavany-Marie: Paralisia pseudobulbar corticonuclear (paralisia voluntária dos músculos da face, língua, faringe), sem envolvimento sensitivo ou visual.
- D) Síndrome de Foville: Lesão pontina com paralisia facial ipsilateral e hemiplegia contralateral. Não causa hemianopsia ou hipoestesia.
- E) Síndrome de Millard-Gubler: Também na ponte, cursa com paralisia do VII nervo ipsilateral e hemiparesia contralateral – sem alterações sensitivas extensas ou perda visual.
Estratégias para provas: Atenção a sintomas que remetem ao lobo occipital (hemianopsia) + alteração sensitiva profunda (tálamo/ACP). Uma pegadinha comum é confundir o déficit visual com acometimento de artéria cerebral média!
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o AVC isquêmico (Ministério da Saúde):
“A oclusão da artéria cerebral posterior causa hemianopsia homônima, podendo associar-se a déficits sensoriais talâmicos.” (pág. 27)
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