O paciente crítico precisa ser compreendido como uma pessoa ...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D
1. Tema central e importância:
Esta questão aborda a atuação do terapeuta ocupacional (TO) em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O foco está na compreensão holística do paciente crítico, considerando suas necessidades físicas, sensoriais, cognitivas e emocionais, além do impacto do ambiente de internação. É fundamental entender que o cuidado em UTI vai além do corpo físico, incluindo aspectos subjetivos e sociais do paciente.
2. Resumo teórico:
O Terapeuta Ocupacional atua na UTI para manter e estimular funções essenciais, promover o bem-estar, prevenir complicações funcionais e cognitivas, além de considerar sempre o contexto familiar e a participação social do paciente. Conforme o Protocolo de Atenção à Terapia Ocupacional no Âmbito Hospitalar (CFTO, 2018) e o Manual de Terapia Ocupacional na UTI Adulto (ABRATO, 2020), é fundamental abordar o paciente de forma integral, trabalhando aspectos físicos, sensoriais, cognitivos, emocionais e sociais para a humanização do cuidado e a reabilitação.
3. Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D está correta porque reconhece todas as demandas do paciente crítico: físicas (mobilidade, força), sensoriais e cognitivas (orientação, percepção), emocionais (estresse, ansiedade), além dos impactos ambientais (ruído, luz artificial, isolamento). O TO precisa identificar e alinhar seus objetivos terapêuticos a essas necessidades, direcionando intervenções que promovam conforto, funcionalidade e qualidade de vida.
4. Análise das alternativas incorretas:
A: Incorreta porque exclui a família do processo terapêutico. A literatura preconiza o envolvimento dos familiares desde o início da internação, pois eles são parte fundamental da reabilitação e do suporte ao paciente (CFTO, 2018).
B: Incorreta ao afirmar que a fragilidade do paciente "nunca será fator limitante". O TO deve respeitar os limites clínicos do paciente, adaptando as atividades conforme suas condições de saúde.
C: Incorreta pois o delirium não é motivo para suspensão automática do atendimento. A abordagem deve ser adaptada, buscando minimizar os sintomas e apoiar a recuperação, conforme diretrizes de boas práticas em UTI.
5. Estratégia de interpretação:
Ao analisar questões assim, busque alternativas que considerem o paciente de forma global e respeitem princípios éticos e científicos. Desconfie de respostas que excluem família, negligenciam limitações clínicas ou sugerem abandono da assistência.
Referências: CFTO, 2018; ABRATO, 2020.
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