Considere o texto a seguir. “Se analisarmos as hipóteses já...
“Se analisarmos as hipóteses já concebidas pela filosofia ou pela razão comum para explicar a diferença entre a beleza e a deformidade, veremos que todas se reduzem a esta: que a beleza é uma ordenação e estrutura tal das partes que, pela constituição primitiva de nossa natureza, pelo costume, ou ainda pelo capricho, é capaz de dar prazer e satisfação à alma. Este é o caráter distintivo da beleza, constituindo toda a diferença entre ela e a deformidade, cuja tendência natural é produzir desprazer. O prazer e o desprazer, portanto, não são apenas os concomitantes necessários da beleza e da deformidade, mas constituem sua essência.”
Esse fragmento apresenta características da Estética vinculadas ao pensamento de
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Alternativa correta: A - David Hume.
Tema central da questão: Esta questão aborda a Estética na filosofia, mais especificamente a relação entre beleza, deformidade e as sensações de prazer e desprazer. O aluno precisa reconhecer, a partir da argumentação do texto, qual filósofo fundamenta a estética no sentimento subjetivo.
Base teórica resumida: Na tradição filosófica, David Hume (1711-1776) defende que a beleza está relacionada ao efeito que algo causa em quem percebe, ou seja, não é uma propriedade objetiva das coisas, mas uma resposta emocional do observador. Segundo Hume, "a beleza não está nas coisas, mas nos olhos de quem vê", enfatizando assim a dimensão subjetiva e afetiva do juízo estético (Of the Standard of Taste).
Justificativa da alternativa correta: A alternativa A - David Hume é correta porque o texto destaca que prazer e desprazer não apenas acompanham, mas constituem a essência da beleza e da deformidade. Esta ideia está diretamente relacionada à abordagem de Hume, que vê o sentimento como o critério fundamental para o juízo estético. Ele se diferencia de abordagens que buscam fundamentos objetivos para a beleza.
Análise das alternativas incorretas:
B - Immanuel Kant: Para Kant, o juízo de gosto é subjetivo, mas ele afirma que há uma universalidade na apreciação do belo devido à faculdade do juízo. Kant distingue entre o agradável (pessoal) e o belo (universalizável). O texto, porém, enfatiza o caráter subjetivo puro, mais típico de Hume.
C - Aristóteles: Aristóteles entende a beleza como relacionada à ordem, simetria e proporção das partes, mas não reduz a essência da beleza ao sentir prazer ou desprazer. Para ele, o belo pode ser objetivo.
D - Diderot: Diderot abordou a estética e o sentimento, mas não desenvolveu uma teoria tão centrada na experiência subjetiva do prazer/desprazer como essência da beleza, como fez Hume.
Dica de interpretação: Observe sempre expressões como "essência do belo" e se a explicação é mais subjetiva (ligada ao sentimento) ou objetiva (ligada à estrutura). Isso ajuda a associar corretamente os autores.
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