Analise o caso clínico a seguir: Um paciente pós-AVE isquêm...

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Q3947391 Fisioterapia

Analise o caso clínico a seguir:



Um paciente pós-AVE isquêmico há 3 meses, apresenta estabilidade clínica, sem riscos agudos. No exame neuromusculoesquelético é observada assimetria evidente na marcha durante o apoio médio do membro inferior direito e queda pélvica contralateral; o passo do lado esquerdo é encurtado e, no balanço, o paciente utiliza uma estratégia de circundução do membro afetado.



Considerando o caso em hipótese, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Queda pélvica contralateral durante o apoio médio do membro inferior direito indica insuficiência dos abdutores do quadril direito, sobretudo glúteo médio, caracterizando sinal/padrão de Trendelenburg e sustentando o gabarito C.

Tema central: Marcha hemiparética pós-AVE
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte a lateralidade do achado. A pelve cai no lado oposto ao membro em apoio, mas a fraqueza muscular responsável está nos abdutores do quadril do lado em apoio. Assim, apoio no membro direito com queda pélvica à esquerda aponta fraqueza abdutora direita, e não esquerda.
B
Errada
Está errada porque a circundução no balanço não corresponde a hiperatividade do tibial anterior nem a dorsiflexão excessiva. Na marcha hemiparética pós-AVE, a circundução é estratégia compensatória para dificuldade de avanço e clearance do membro em balanço, comumente associada a padrão mais rígido, redução de flexão de quadril/joelho e/ou equino.
C
Certa
A alternativa C está correta porque aplica o critério biomecânico decisivo da marcha: no apoio médio do membro direito, quem impede a queda da pelve do lado oposto são os abdutores do quadril direito. Quando há queda pélvica contralateral nesse momento, o déficit está no lado em apoio, não no lado que desce. Esse achado define padrão de Trendelenburg e torna compatível a fraqueza de abdutores do quadril direito, possivelmente glúteo médio.
D
Errada
Está errada porque o encurtamento do passo esquerdo, nesse contexto, não indica bom controle motor nem ausência de déficits. Esse parâmetro é compatível com menor tempo e menor estabilidade de apoio no membro direito afetado, fazendo o paciente reduzir o tempo sobre esse lado e, por consequência, encurtar o passo contralateral.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o lado da queda pélvica e o lado da fraqueza muscular: a hemipelve que cai é a contralateral, mas o déficit abdutor está no membro que sustenta o apoio. Também tenta induzir erro ao atribuir a circundução a excesso de dorsiflexão pelo tibial anterior.
Dica para questões semelhantes
  • Em apoio unipodal, localize primeiro qual membro está sustentando o peso; os abdutores relevantes são desse lado.
  • Queda da pelve no lado oposto ao apoio define insuficiência abdutora do lado em apoio e caracteriza Trendelenburg.
  • Circundução no balanço deve ser lida como compensação para dificuldade de clearance do membro, não como sinal de dorsiflexão excessiva.
  • Passo contralateral encurtado costuma refletir dificuldade de sustentar o apoio no lado afetado, e não normalidade do lado oposto.

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