Inflamações dos tecidos pulpar e periodontal induzidas por b...
I. Lesões endodônticas são mais prováveis de se estender aos tecidos periodontais circunjacentes, com subsequente destruição óssea, do que as infecções periodontais se estenderem aos tecidos pulpares.
II. Se houver evidência de doença pulpar e possibilidade de perda óssea periodontal associada, o tratamento endodôntico deveria ser completado primeiro, e depois os pacientes deveriam ser reavaliados. Em muitos casos, a aparente patologia periodontal incluindo perda óssea, supuração e bolsas periodontais se resolvem se uma lesão pulpar foi tratada com sucesso.
Acerca dessas asserções, assinale a opção CORRETA.
Gabarito comentado
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Gabarito comentado – Alternativa: C
Tema central: Relação endo–perio. Infecções pulpares podem drenar para os tecidos periodontais por forame apical e canais laterais, simulando doença periodontal. O caminho inverso (periodontite afetar a polpa) é menos comum devido à proteção do cemento radicular e ao trajeto dos túbulos dentinários.
Por que a alternativa C é correta:
I – Verdadeira. Lesões endodônticas têm maior probabilidade de se estender ao periodonto, causando perda óssea periapical/ lateral. A progressão de periodontite para a polpa é rara e, em geral, ocorre apenas quando a bolsa periodontal alcança o ápice ou quando há exposição iatrogênica de dentina/canais acessórios. Referências: Cohen’s Pathways of the Pulp; Ingle’s Endodontics; Carranza’s Clinical Periodontology; AAE/EFP (Classificação 2018 de lesões endo-perio).
II – Falsa (generalização inadequada). Embora a sequência terapêutica correta seja tratar endodontia primeiro e reavaliar, não é verdade que “em muitos casos” toda perda óssea, supuração e bolsas periodontais irão se resolver apenas com o tratamento pulpar. Isso ocorre somente quando esses sinais são de origem endodôntica (p. ex., trajeto fistuloso que drena pelo sulco, defeito estreito e profundo isolado). Periodontite verdadeira exige terapia periodontal (raspagem/al alisamento, controle de biofilme e, se necessário, cirurgia). A regeneração óssea periodontal não é previsível apenas com RCT. Fontes: Cohen; Carranza; AAE.
Estratégia de prova (pegadinha): Desconfie de enunciados que prometem “resolução” ampla de bolsas periodontais após RCT. Diferencie: bolsa estreita e isolada + teste de vitalidade negativo + traçado de gutapercha até o ápice → provável origem endodôntica. Bolsas generalizadas, cálculo, sangramento à sondagem, polpa vital → periodontal.
Conduta prática recomendada: Endodontia primeiro; reavaliação clínica/radiográfica em 4–12 semanas. Se sinais periodontais persistirem ou forem de origem periodontal, instituir terapia periodontal. A cicatrização periapical completa pode levar 6–12 meses.
Análise das alternativas incorretas:
- A. Errada. A II não justifica a I, pois superestima a resolução periodontal pós-RCT.
- B. Errada. Embora a I seja verdadeira, a II não é verdadeira no escopo proposto.
- D. Errada. A I é verdadeira; a II é que é a proposição problemática.
Referências essenciais: Cohen’s Pathways of the Pulp (Hargreaves & Berman); Ingle’s Endodontics; Carranza’s Clinical Periodontology; AAE/EFP 2018 – Classificação de Lesões Endo-Perio.
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Comentários
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na minha visão as duas são verdadeiras...
Na segunda afirmação, após o tratamento endodôntico deve ser realizado o tratamento periodontal tbem
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