Paciente de 55 anos, com risco cardiovascular intermediário,...

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Q3834059 Medicina
Paciente de 55 anos, com risco cardiovascular intermediário, sem eventos prévios, apresenta LDL-C de 138 mg/dL. Não possui diabetes, doença renal ou aterosclerose documentada.

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Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em prevenção primária, a escolha da terapia hipolipemiante depende da estratificação de risco cardiovascular global. Como o enunciado já informa risco intermediário, sem evento prévio, diabetes, doença renal ou aterosclerose documentada, não há indicação automática de estratégia reservada a alto ou muito alto risco; por isso, a conduta correta é a da alternativa E.

Tema central: Estratificação de risco
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque estatina de alta intensidade não é indicação automática em prevenção primária apenas pelo LDL-C de 138 mg/dL. O dado decisivo é o risco intermediário sem diabetes, doença renal, aterosclerose documentada ou evento prévio.
B
Errada
Está errada porque o uso precoce de inibidor de PCSK9 não é a estratégia usual neste perfil. A base sustenta que terapias intensivas como essa ficam para situações de maior risco, e o caso descrito é de prevenção primária com risco intermediário.
C
Errada
Está errada porque meta de LDL-C <55 mg/dL é típica de pacientes de muito alto risco, especialmente em prevenção secundária ou equivalentes de risco muito elevado. O caso descrito é de prevenção primária com risco intermediário.
D
Errada
Está errada porque combinação farmacológica inicial não é a estratégia habitual em paciente de risco intermediário na prevenção primária sem necessidade de redução muito intensa imediata. A conduta deve ser graduada, com estatina em intensidade apropriada.
E
Certa
A alternativa E está correta porque traduz o princípio de que o LDL-C isolado não define sozinho a conduta. Neste caso, o paciente é de prevenção primária e tem risco intermediário, então a terapia deve ser escolhida de forma proporcional ao risco global, com consideração de estatina em intensidade apropriada, e não com escalonamento máximo de início.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre LDL acima do desejável e necessidade automática de manejo de alto ou muito alto risco. O erro é decidir pela potência do tratamento só pelo número do LDL, ignorando que o enunciado já classifica o paciente como de risco intermediário em prevenção primária.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de olhar a meta ou a droga, defina se o cenário é prevenção primária ou secundária.
  • Não use o valor isolado do LDL-C para escolher intensidade terapêutica; confronte sempre com o risco cardiovascular global.
  • Metas muito baixas e terapias como PCSK9 ou combinação inicial exigem contexto de maior risco ou falha da estratégia de primeira linha.

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