Os principais efeitos colaterais do uso crônico de inibidore...
Os principais efeitos colaterais do uso crônico de inibidores da enzima conversora da angiotensina são
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Tema central: efeitos adversos dos inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA). Esses fármacos inibem a conversão de angiotensina I em II e degradam menos bradicinina, o que explica vários efeitos colaterais.
Alternativa correta: A — alteração do paladar (especialmente com captopril, por grupo sulfidrila), tosse seca e reações de hipersensibilidade (ex.: rash e angioedema). A tosse ocorre em 5–20% e o angioedema é raro, porém potencialmente grave. Esses achados são clássicos e decorrem do acúmulo de bradicinina e substância P nas vias aéreas. Referências: UpToDate (ACE inhibitors: adverse effects), Harrison’s Principles of Internal Medicine (21ª ed.), Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – SBC 2020.
Por que as demais estão incorretas?
B) Edema periférico “gravitacional”, cefaleia e tontura não formam o conjunto típico dos IECA. Edema é muito mais associado aos bloqueadores dos canais de cálcio diidropiridínicos (ex.: anlodipino). Cefaleia/tontura podem ocorrer por hipotensão, mas não são os efeitos “principais” cobrados em provas.
C) Cita hipopotassemia e hiperuricemia, que não combinam com IECA. Pelo contrário, os IECA podem causar hipercalemia e discreto aumento de creatinina; hiperuricemia é típica de tiazídicos. Arritmia ventricular não é efeito esperado de classe.
D) Rubor facial e hipertrofia gengival são característicos de diidropiridínicos (nifedipino, anlodipino). “Distúrbios gastrointestinais” são inespecíficos e não definem o perfil de IECA.
E) Depressão e crises de asma/broncoespasmo remetem a betabloqueadores (sobretudo não seletivos). IECA causam tosse, que pode confundir com asma, mas não são gatilho típico de broncoespasmo.
Estratégia de prova: associe cada classe ao “tríade” clássica: - IECA: tosse, angioedema/hipersensibilidade, alteração do paladar (e lembrar hipercalemia, aumento de creatinina). - Diidropiridínicos: edema, rubor, hiperplasia gengival. - Tiazídicos: hipocalemia, hiperuricemia. - Betabloqueadores: broncoespasmo, fadiga, possível depressão.
Pearls clínicos: monitore potássio e creatinina após iniciar IECA; atenção a estenose bilateral de artérias renais e gestação (contraindicações). A tosse melhora com troca para BRA (losartana, valsartana).
Fontes: UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.; Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (SBC, 2020).
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