A farmacologia veterinária fornece os fundamentos para o u...

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Q3955160 Veterinária
A farmacologia veterinária fornece os fundamentos para o uso seguro e eficaz de medicamentos em animais, considerando mecanismos de ação, posologia, vias de administração, efeitos adversos e períodos de carência. Na prática profissional, o médico veterinário aplica esses princípios ao prescrever terapias para diferentes espécies, avaliando condições clínicas, risco de interações medicamentosas e impactos na saúde pública, especialmente quando se trata de animais produtores de alimentos. Considerando esse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra o princípio da prescrição racional em farmacologia veterinária: a escolha do fármaco, a posologia e, em animais produtores de alimentos, o período de carência devem ser definidos conforme espécie, estado fisiológico, condição clínica, via e finalidade terapêutica, com foco em eficácia e segurança sanitária.

Tema central: Prescrição veterinária racional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma o período de carência em parâmetro passível de flexibilização discricionária pelo médico veterinário conforme estado de saúde do animal ou sistema de produção. Pela base, o período de carência é medida de segurança sanitária vinculada às condições aprovadas de uso para prevenir resíduos em alimentos de origem animal; individualização terapêutica não autoriza reinterpretar livremente esse intervalo.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne os elementos centrais da farmacologia veterinária aplicada: seleção do medicamento, definição da posologia e observância do período de carência com base na espécie, no estado fisiológico e na finalidade do tratamento. Esse é o fundamento técnico do uso seguro e eficaz de fármacos em animais, especialmente nos produtores de alimentos, em que a prescrição precisa conciliar eficácia terapêutica com prevenção de resíduos e proteção da saúde pública.
C
Errada
Está errada porque reduz a definição da dose ao peso corporal e empurra os ajustes por estado fisiológico ou condição clínica para depois de eventual falha terapêutica. Pela base, o peso é apenas base frequente de cálculo; a posologia deve ser ajustada desde o início quando pertinente, considerando espécie, idade, estado fisiológico, condição clínica e farmacocinética, e não apenas após resposta insatisfatória.
D
Errada
Está errada porque dá caráter determinante à referência registrada e à equivalência terapêutica entre formulações comerciais na definição do protocolo. Pela base, a escolha terapêutica é прежде de tudo clínica e farmacológica: depende da espécie, da indicação, da segurança, da via, da dose, do intervalo, da carência e da situação clínica. Equivalência comercial pode ter relevância, mas não é o critério primário universal do tratamento.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre individualizar a terapêutica e poder flexibilizar período de carência ou definir dose só pelo peso. A individualização é obrigatória, mas dentro dos limites farmacológicos e sanitários próprios de espécie, estado fisiológico e segurança dos alimentos.
Dica para questões semelhantes
  • Em animais produtores de alimentos, trate o período de carência como componente de segurança sanitária da prescrição, não como variável livremente ajustável.
  • Peso corporal ajuda a calcular dose, mas não fecha a posologia sem considerar espécie, estado fisiológico e condição clínica.
  • Na escolha do fármaco, priorize adequação clínica e farmacológica; não confunda decisão terapêutica com comparação comercial entre formulações.

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