Caso a tela do computador esteja acima da altura recomendada...
ambiente de trabalho podem acarretar diversos padrões de
deformidade, com conseqüências negativas sobre o sistema
musculoesquelético. Acerca desse tema, julgue os itens que se
seguem.
Gabarito comentado
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Tema central: ergonomia do posto de trabalho e prevenção/conduta fisioterapêutica para disfunções cervicotorácicas. Quando o monitor fica acima da altura recomendada, o trabalhador tende a elevar as escápulas e a estender a coluna cervical, gerando sobrecarga e encurtamento dos elevadores da escápula (principalmente trapézio superior e levantador da escápula).
Justificativa da alternativa correta (C): Diante da tela alta, há um padrão de encurtamento adaptativo desses músculos, favorecendo dor cervical e tensão miofascial. Portanto, o alongamento dos elevadores da escápula é indicado para reduzir hipertonus, restaurar comprimento muscular e melhorar a mecânica escapulotorácica. Diretrizes de ergonomia (ABNT NBR ISO 9241-5; OSHA/NIOSH) recomendam o topo do monitor na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo, justamente para evitar a elevação escapular e a extensão cervical. As diretrizes clínicas para dor cervical da APTA/JOSPT (Neck Pain CPG, 2017/2018) e revisões no UpToDate apoiam técnicas de alongamento e controle motor para musculatura cervicotorácica sobrecarregada.
Raciocínio clínico: O levantador da escápula (C1–C4 ao ângulo superior da escápula) e o trapézio superior realizam elevação e rotação inferior da escápula. Com o monitor alto, o trabalhador sustenta a escápula elevada por longos períodos, levando a dor miofascial e limitação funcional. O alongamento direcionado reduz a sobrecarga e prepara o terreno para reequilíbrio muscular (ex.: fortalecimento de trapézio médio/inferior e serrátil anterior, e ativação dos flexores cervicais profundos).
Estratégia de prova (dica): Associe: tela alta → elevação escapular → alongar elevadores; tela baixa → flexão cervical/projeção da cabeça → alongar extensores cervicais e treinar flexores profundos. Essa associação evita pegadinhas.
Condutas complementares recomendadas: ajuste do posto (altura do monitor, cadeira e apoio de antebraço), pausas ativas, educação postural, liberação miofascial e fortalecimento dos depressores/estabilizadores da escápula. Essas medidas têm suporte em ergonomia ocupacional e nas CPGs de dor cervical.
Análise das alternativas:
C – certo: Correta, pois o alongamento dos elevadores da escápula é conduta terapêutica coerente com o padrão biomecânico gerado por tela alta, conforme ergonomia (ABNT/OSHA/NIOSH) e CPGs de dor cervical.
E – errado: Incorreta. Negar o alongamento ignora o mecanismo de encurtamento e hipersolicitação desses músculos no cenário descrito, contrariando recomendações baseadas em evidências para dor cervical ocupacional.
Referências essenciais: ABNT NBR ISO 9241-5 (ergonomia de postos com VDT); OSHA/NIOSH – diretrizes para estações com computador; APTA/JOSPT Neck Pain Clinical Practice Guidelines (2017/2018); UpToDate – Office ergonomics; manejo não farmacológico da dor cervical.
Gabarito: C
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