Com relação ao manejo do paciente em diálise peritoneal, as...
Gabarito comentado
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Tema central: Manejo do paciente em diálise peritoneal e condutas clínicas associadas. Aqui, o foco principal é reconhecer práticas seguras no contexto de complicações e manejo de comorbidades em nefrologia, em especial o tratamento de dislipidemia e as características das infecções relacionadas ao procedimento.
Alternativa correta: C
A atorvastatina é uma estatina amplamente estudada e recomendada para o tratamento da hipercolesterolemia em pacientes com doença renal crônica avançada (clearance de creatinina < 15mL/min). Isso se deve ao seu metabolismo predominantemente hepático, o que reduz o risco de acúmulo de metabólitos nefrotóxicos. Segundo o Projeto Diretrizes: Doença Renal Crônica (Pré-terapia Renal Substitutiva): Tratamento: “Recomenda-se tratamento com estatina em todo o paciente com DRC estágios 1 a 3 (...). O tratamento com estatina em pacientes com DRC objetiva manter LDL-colesterol < 100mg/dl.” UpToDate e estudos recentes corroboram a segurança do uso de estatinas em pacientes dialíticos, com redução significativa de risco cardiovascular.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A classificação de “alto transportador” pelo PET se baseia principalmente na rápida equalização de soluto (como creatinina) entre dialisato e plasma – valores típicos de relação d/p de creatinina > 0,81 em 4h. O dado apresentado (0,38) sugere transportador lento, não alto. Ademais, a conduta descrita não condiz com o manejo preconizado.
B) Incorreta. A absorção de glicose pelo peritônio é fator relevante no desenvolvimento de desnutrição proteico-calórica em diálise peritoneal, favorecendo balanço energético positivo inadequado e catabolismo proteico.
D) Incorreta. Em diálise peritoneal, o diagnóstico de peritonite bacteriana é clínico (dor abdominal, dialisato turvo) mais contagem de células no líquido dialisado (>100 células/mm³, >50% PMN), mesmo sem cultura ou Gram positivos. Diretrizes da ISPD reforçam: “Cultura negativa não exclui diagnóstico.”
E) Incorreta. O agente mais comum é Staphylococcus epidermidis (coagulase-negativo), não o Staphylococcus aureus, tanto em peritonite como em infecção de túnel.
Dica de prova: Atenção às palavras-chave nos enunciados (“alta” transportabilidade, “seguro”, “improvável”): termos absolutos costumam sinalizar pegadinhas. Valorize sempre os critérios objetivos e as diretrizes clínicas brasileiras e internacionais.
Resumo: Evidências e protocolos respaldam o uso de estatinas em DRC avançada, e conceitos como fisiologia do PET, abordagem da peritonite e bactérias causadoras devem estar bem assimilados.
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