Recém-nascidos prematuros e neonatos a termo enfermos estão ...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico ultrassonográfico de lesões cerebrais em recém-nascidos prematuros e neonatos a termo enfermos, com ênfase na leucomalácia periventricular (LPV).
Justificativa da alternativa correta (C):
A leucomalácia periventricular é a lesão isquêmica da substância branca cerebral, frequentemente associada a prematuridade. Sua detecção precoce é vital, visto sua relação com deficiências motoras e cognitivas (como paralisia cerebral, principalmente na forma diplégica). Porém, no exame inicial de ultrassonografia transfontanelar (USTF), a LPV pode não apresentar alterações detectáveis, principalmente nas formas difusas ou do tipo não cística. Apenas com a evolução da lesão surgem imagens mais típicas, como áreas císticas, mas elas geralmente aparecem dias a semanas após o evento isquêmico.
Conforme o Manual de Atenção à Saúde do Recém-Nascido - Ministério da Saúde: “As alterações da LPV podem não estar presentes no exame ultrassonográfico inicial, sendo possível sua identificação apenas com o avanço das lesões.” Isso torna necessário o acompanhamento seriado e, por vezes, a realização de ressonância magnética, método mais sensível nas fases precoces.
Análise das alternativas incorretas:
A) Afirma que não é possível diferenciar hidranencefalia e holoprosencefalia alobar.
Errado! A USTF permite distinguir essas entidades, pois a hidranencefalia apresenta ausência quase total dos hemisférios cerebrais substituídos por líquido, enquanto a holoprosencefalia alobar mostra fusão incompleta dos hemisférios, muitas vezes com monoventrículo amplo — alterações distintas e reconhecíveis ao ultrassom.
B) Hemorragias intraventriculares grau II não evoluem com dilatação ventricular pós-hemorrágica.
Incorreto! Embora seja menos comum, existe risco de progressão para dilatação ventricular mesmo em hemorragias grau II, especialmente se houver extensão ou complicações.
D) As infecções congênitas (TORCH) apresentam alterações específicas, sendo possível distingui-las pelo exame.
Equivocado! O padrão de alterações cerebrais na ultrassonografia para síndromes TORCH não permite distinção inequívoca entre etiologias, pois há grande sobreposição dos achados (como calcificações, ventriculomegalia, alterações difusas).
Estratégia para prova: Atenção aos termos como “pode estar normal” ou “alterações específicas”. Nem sempre a ausência de alteração inicial em exames exclui uma condição, e é preciso lembrar que vários diagnósticos evoluem com imagens normais nas fases iniciais.
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