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Texto 2 – Semana Nacional do Trânsito

      Estamos no último dia da Semana Nacional do Trânsito e vamos encerrar falando sobre o tema que foi bem escolhido pelo Denatran: Seja Você a Mudança no Trânsito.

      Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do país. Em muitos casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema é segurança no trânsito, não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós.

      Deveríamos aproveitar a importância desta semana para refletir sobre nosso comportamento como pedestres, passageiros, motoristas, motociclistas, ciclistas, pais, enfim, como cidadãos cujas ações tem reflexo na nossa segurança, assim como dos demais. O pedestre que não respeita a faixa coloca em risco sua vida e também a do motorista e de terceiros. Muitas vezes para desviar de um pedestre e evitar seu atropelamento, um motorista perde o controle do veículo e provoca um acidente grave com outras pessoas que nada têm a ver com o comportamento do pedestre. Não precisamos nem aprofundar as consequências dos motoristas que andam em excesso de velocidade, sob efeito de álcool, ou que dirigem uma carreta cansados. São todos fatores humanos que contribuem para o que chamamos de acidente.

      (....) Nesta semana nacional do trânsito pelo menos mil pessoas vão ter morrido nas ruas e nas estradas. Não podemos mais tolerar esses números e, para que isso mude realmente, é preciso que você e cada um de nós sejamos de fato os agentes da mudança na direção de um trânsito mais seguro. Com certeza você pode contribuir para isso, aproveite esta semana para refletir e conversar sobre o tema com seus entes queridos e amigos, afinal, quem morre no trânsito é amigo ou parente de alguém. Ninguém está livre disso.

                                                          Rodolfo Alberto Rizzotto (adaptado)
Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do país. Em muitos casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema é segurança no trânsito, não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós".

Em termos argumentativos, o autor do texto 2: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A ressalva introduzida por “mas” aparece no trecho: “Em muitos casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema é segurança no trânsito, não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós.” Esse contraste reconhece críticas às autoridades e acrescenta a responsabilidade dos cidadãos; por isso, sustenta a leitura de D como isenção parcial, não total.

Tema central: Ressalva e responsabilidade compartilhada
Análise das alternativas
A
Errada
O contraste apresentado envolve autoridades e cidadãos, identificados em “ou seja, somos nós”. A legislação não aparece como participante dessa distribuição de responsabilidade; incluí-la acrescenta um elemento que não integra o argumento.
B
Errada
O reconhecimento de críticas procedentes não estabelece maior responsabilidade das autoridades. A ressalva introduzida por “mas” destaca a participação dos cidadãos e contraria a concentração da responsabilidade no poder público, sem comparar a parcela de cada grupo.
C
Errada
A expressão “qualquer responsabilidade” implica exoneração total das autoridades. O texto apenas limita sua responsabilização ao acrescentar a responsabilidade dos cidadãos; não elimina a participação do poder público.
D
Certa
A expressão “isenta parcialmente” representa a inferência argumentativa de que não se deve atribuir toda a responsabilidade ao poder público. Não significa uma declaração de dispensa de deveres das autoridades.
E
Errada
A expressão “somos nós” enfatiza a responsabilidade da população, mas não a apresenta como exclusiva. O termo “única” transforma esse destaque em exclusão das autoridades, conclusão que o trecho não autoriza.
Pegadinha da questão
Confundir a ênfase na responsabilidade dos cidadãos com exclusividade. “Parcialmente” preserva a participação das autoridades; “qualquer”, em C, e “única”, em E, produzem uma exclusão total que o texto não sustenta.
Dica para questões semelhantes
  • Leia conjuntamente o reconhecimento anterior e a ressalva introduzida por “mas”: o redirecionamento argumentativo não implica apagar o que foi reconhecido.
  • Confira se palavras como “qualquer” e “única” acrescentam uma exclusividade que o texto não estabelece.
  • Distinga destaque argumentativo de comparação: enfatizar a responsabilidade de um grupo não significa quantificar sua parcela nem excluir os demais.

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Comentários

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Apesar de tudo, sabemos que a maioria dos acidentes são causados pela imprudência dos motoristas nas vias e BR´s de todo país!! O texto divide essa culpa entre nós e indiretamente ao Estado!!

Um país que não prioriza a educação como um dos pilares básicos da construção moral e cívica tem o trânsito que merece!!!

Correta letra D, pois ao falar " Em muitos casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema é segurança no trânsito, não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós". ele divide a responsabilidade entre autoridades e nós que fazemos e somo parte do transito.

Galera, é bem simples essa questão. Com uma leitura superficial do texto já é possível eliminar as alternativas A e B;
Posteriormente, a eminente banca examinadora coloca duas alternativas semelhantes nas alternativas C e E,
porém escritas de maneira diversa (parafraseada), não podendo - dessarte - ser nenhuma delas o gabarito,
senão haveria possibilidade de recurso. Sobrou apenas a alternativa D. Bons estudos!

Ao ponto, André Braga.

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