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Q4328369 Serviço Social
O Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD), reorganizado pela Lei nº 13.840/2019, estabelece diretrizes para a prevenção, atenção e reinserção social de usuários ou dependentes de drogas. No que tange aos princípios, diretrizes e modalidades de tratamento previstos na legislação vigente, assinale a alternativa correta:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O enunciado pede a aplicação das modalidades de tratamento previstas em lei. Pelo art. 23-A da Lei nº 11.343/2006, a internação involuntária só cabe diante da insuficiência dos recursos extra-hospitalares; B observa esse requisito e os demais limites legais, confirmando o gabarito.

Tema central: Requisitos da internação involuntária
Análise das alternativas
A
Errada
O art. 26-A, I, prevê expressamente projetos terapêuticos voltados à abstinência. Essa previsão afasta tanto a alegada proibição de tratamentos orientados à abstinência quanto a afirmação de exclusividade da redução de danos.
B
Certa
A internação involuntária é excepcional: sua indicação depende da insuficiência dos recursos extra-hospitalares e da comprovação da impossibilidade de outras alternativas terapêuticas. Deve ocorrer em unidades de saúde ou hospitais gerais, mediante decisão médica formalizada, com autorização de médico registrado no CRM do Estado do estabelecimento. Sua duração fica restrita ao tempo necessário à desintoxicação, até o máximo de 90 dias, cabendo ao médico responsável determinar seu término. Assim, B apresenta requisitos legais válidos, sem que isso signifique enumerar todas as exigências da medida.
C
Errada
O requerimento de terceiro não substitui a decisão médica formalizada exigida pelo art. 23-A, § 5º, I. Além disso, a exigência de laudo médico circunstanciado para internação psiquiátrica consta do art. 6º da Lei nº 10.216/2001. Portanto, a solicitação do assistente social ou do responsável legal não dispensa a fundamentação e a decisão médicas.
D
Errada
A alternativa confunde acolhimento residencial voluntário com internação hospitalar. O art. 23-A, § 9º, proíbe qualquer modalidade de internação em comunidades terapêuticas acolhedoras, o que impede classificá-las como unidades de internação de alta complexidade para desintoxicação aguda.
E
Errada
A prioridade legal é o tratamento ambulatorial, conforme o art. 23-A, e não o confinamento. Além disso, o art. 26-A, VI, veda o isolamento físico nas comunidades terapêuticas. A alternativa inverte a prioridade assistencial e contraria essa vedação.
Pegadinha da questão
O limite de 90 dias não é duração obrigatória: a internação deve durar apenas o tempo necessário à desintoxicação. A questão também explora a confusão entre requerer e autorizar a medida e entre acolhimento em comunidade terapêutica e internação hospitalar.
Dica para questões semelhantes
  • Na internação involuntária, confira conjuntamente a insuficiência dos recursos extra-hospitalares, o local de realização, a decisão médica e o limite temporal.
  • Diferencie prazo máximo de duração obrigatória: o término depende da necessidade de desintoxicação e da determinação do médico responsável.
  • Não equipare solicitação de terceiro a autorização médica, nem acolhimento residencial voluntário a internação hospitalar.
  • Confronte afirmações de exclusividade terapêutica com a previsão legal de projetos voltados à abstinência.

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