Homem de 63 anos, tabagista prévio, com cistoscopia e bióps...
Estadiamento inicial:
• TC de abdome/pelve: lesão vesical lateral direita, sem linfonodos aumentados.
• TC de tórax: sem metástases.
• Estadiamento clínico: cT3a N0 M0.
Elegível à cisplatina, recebeu 4 ciclos de quimioterapia neoadjuvante com gemcitabina + cisplatina e, em seguida, foi submetido à cistectomia radical com linfadenectomia pélvica.
Histopatológico:
• Bexiga: carcinoma urotelial de alto grau, ypT3a.
• Linfonodos: 2/18 positivos (ypN1).
• Margens cirúrgicas negativas.
• PD-L1 tumoral: 15%.
Função renal pós-operatória: TFGe 55 mL/min, bom estado geral.
Entre as seguintes opções, qual é a conduta adjuvante mais adequada de acordo com as evidências atuais?
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: A diretriz EAU 2025, sustentada pelo estudo fase III CheckMate 274, recomenda nivolumabe adjuvante por até 1 ano em carcinoma urotelial músculo-invasivo de alto risco após cirurgia radical, inclusive após quimioterapia neoadjuvante, quando há doença residual ≥ ypT2 e/ou linfonodo positivo; neste caso, o achado decisivo é ypT3aN1 após gemcitabina/cisplatina e cistectomia.
- Após cistectomia, procure primeiro o risco patológico residual: ypT2-4 e/ou N+ após NAC coloca o paciente no grupo de alto risco.
- Se o enunciado trouxer NAC prévia com cisplatina e depois ypT3 ou ypN+, não conclua observação automática; considere o papel do nivolumabe adjuvante por 1 ano.
- Linfonodo positivo pós-cirurgia favorece raciocínio de risco sistêmico, o que enfraquece propostas de radioterapia isolada.
- Não use PD-L1 como critério decisivo quando a própria base do cenário define a indicação adjuvante independentemente desse valor.
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