O Senado aprovou nesta quarta-feira ...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Projeto contra 'adultização' aprovado no Senado: o que acontece agora?


O Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei voltado a ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados, recebeu alterações no Senado e agora segue para sanção da presidência.


O governo já manifestou apoio explícito à proposta e indicou a intenção de transformá-la em lei. O projeto foi apresentado em 2022 pelo senador Alessandro Vieira. Apesar de ter sido aprovado no Senado em novembro de 2024, permaneceu parado na Câmara até voltar ao centro do debate após a repercussão de denúncias feitas pelo youtuber Felipe Brassanim Pereira, conhecido como Felca.


Em vídeos que alcançaram milhões de visualizações, Felca denunciou produtores de conteúdo no Brasil que exploram crianças e adolescentes nas redes sociais. Um vídeo de cerca de cinquenta minutos, intitulado "adultização", popularizou o termo, usado para descrever a aceleração forçada do desenvolvimento infantil, levando crianças a adotarem comportamentos ou responsabilidades incompatíveis com sua idade.


O projeto aprovado passou a ser chamado de Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. Entre as principais mudanças, está a determinação de que redes sociais removam imediatamente conteúdos denunciados como abusivos por vítimas, responsáveis legais, Ministério Público ou entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, independentemente de ordem judicial.


Caso as próprias empresas de tecnologia identifiquem conteúdos relacionados a abuso, sequestro, aliciamento ou exploração, devem comunicar imediatamente as autoridades competentes. Pessoas denunciadas por esse tipo de conteúdo serão notificadas, receberão a justificativa da retirada da publicação e terão possibilidade de recorrer da decisão.


O texto prevê a aplicação de multas a pessoas físicas e jurídicas. Mediante decisão judicial, empresas também podem ter suas atividades suspensas ou até proibidas de forma definitiva. Outra medida relevante estabelece que contas de menores de dezesseis anos em redes sociais deverão ser vinculadas às de um responsável adulto, proibindo a verificação de idade baseada apenas em autodeclaração.


A proposta também prevê a criação de um órgão autônomo para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes, cuja regulamentação dependerá de uma nova lei. Essa autoridade ficará responsável por fiscalizar a aplicação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.


Um dos principais desafios apontados é a adaptação das grandes empresas de tecnologia às novas exigências, já que suas responsabilidades são ampliadas. No Brasil e em outros países, seguem em curso disputas entre autoridades e essas plataformas sobre o controle do conteúdo publicado e sobre a responsabilidade, inclusive financeira, das empresas em relação aos materiais veiculados.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8372gpjdro.adaptado. 

O Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei voltado a "ampliar" a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.


De acordo com as regras de regência verbal, o verbo destacado nesta frase funciona como:


Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No trecho "voltado a \"ampliar\" a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.", o verbo "ampliar" rege complemento direto, sem preposição exigida pelo verbo. Assim, "a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital" funciona como objeto direto, o que confirma a alternativa B.

Tema central: transitividade verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque não há verbo de ligação no trecho. "Ampliar" não atribui característica ao sujeito nem introduz predicativo; ele expressa ação que recai sobre o complemento "a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital". Como inexiste predicativo do sujeito, a classificação como verbo de ligação é excluída.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, no trecho analisado, o verbo "ampliar" pede complemento verbal direto: "a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital". O ponto decisivo é que não há preposição regida pelo verbo entre "ampliar" e seu complemento. O "a" que aparece antes de "proteção" integra o artigo definido do sintagma nominal objeto direto, e não introduz objeto indireto.
C
Errada
Está errada porque parte de uma leitura incorreta de "a proteção". O "a" não é preposição exigida por "ampliar"; é artigo definido que introduz o núcleo do objeto direto, "proteção". Portanto, não há complemento preposicionado que justifique classificar o verbo como transitivo indireto.
D
Errada
Está errada porque o verbo, nesse trecho, não apresenta dois complementos verbais. Há apenas um complemento nuclear: "a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital". O segmento "de crianças e adolescentes" não é segundo complemento do verbo; é termo interno do sintagma nominal cujo núcleo é "proteção".
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre artigo e preposição em "a proteção". Se o candidato tratar esse "a" como preposição apenas por sua forma, classifica indevidamente o verbo como transitivo indireto.
Dica para questões semelhantes
  • Ao analisar regência, verifique se a preposição é exigida pelo verbo ou se faz parte do sintagma nominal que vem depois.
  • Distingua complemento do verbo de termo interno do objeto direto: nem todo "de + substantivo" depois do verbo completa o verbo.
  • Só classifique como verbo de ligação quando houver predicativo do sujeito; presença de verbo antes de um nome, por si só, não basta.

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