Assinale a alternativa cuja palavra NÃO seja proparoxítona:

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Q3875665 Português
Juca, o “catedrático”: a lenda do bar que nunca fechou em Curitiba


    Uma vida no balcão com cara de casa para os frequentadores. O Bar do Juca, entre os bairros Juvevê e Hugo Lange, em Curitiba, é patrimônio da cidade em que a autenticidade do ambiente e das histórias se cruzam ali todos os dias. Na esquina da Atílio Bório com a Doutor Goulin, o bar se impõe com o imóvel clássico e imponente, uma espécie de “Coliseu do Gole”.

    Atrás daquele balcão refrigerado e sem funcionamento, está o próprio guardião. José Lopes Izar, o Juca, 94 anos, dono do bar desde 1953, advogado de formação, natural de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Filho de Abrão e Tâmara, Juca nunca se afastou do balcão que hoje é extensão do seu corpo e do seu espírito. “O bar é a vida”, ele diz. E basta observar um pouco para entender que não é força de expressão.

    Juca é daqueles que deixa a vida levar como uma folha. Acorda cedo, faz a limpeza do boteco, ajeita as coisas no seu ritmo e abre as portas, do bar que funciona 365 dias por ano. “Faz falta os amigos, e faz o meu corpo os músculos e a cabeça funcionarem”, afirmou o senhor de 94 anos. No fim da tarde, ainda tem tempo para colocar para os pombos e passarinhos que passam pela rua, migalhas de pão e água.

    As prateleiras de madeira são as mesmas da fundação, resistentes ao tempo e os inúmeros objetos expostos como garrafas, capacetes, discos antigos e tantos outros itens doados pelos clientes.

    Dentro do bar, amigos de longa data aparecem durante o dia para conversar e tomar um negocinho. O clima é de pura alegria, apelidos, tiração de onda com muita honestidade. Os fregueses costumam pegar a bebida diretamente no freezer, sem anotar o pedido. Aliás, um gole conhecido no Bar do Juca é a batida de maracujá, clássico dos botecos. Ali é chamado de Maracujuca, sem segredo e glamour, conforme manda o “figurino”. “É fácil de fazer e fácil de vender”, brincou Juca, um sábio dos bares.

    Durante anos, circulou a lenda de que só entrava no Bar do Juca quem fosse conhecido. O próprio Juca descarta essa fama que avançou no bairro. “Aqui entra todo mundo. O bom é quando vem estranho, daí nós pegamos o dinheiro emprestado”, ri o proprietário da bodega.

    No Juca, conhecidos do mundo político, musical e esportivo passaram pelo balcão.Ney Braga, prefeito de Curitiba, deputado federal, senador e governador do Paraná fazia questão de dar uma passadinha. Ivo do Blindagem fazia a festa da turma e Evangelino da Costa Neves, eterno presidente campeão do Coritiba de 1985, era figura carimbada na região. “Era muito meu amigo o Evangelino. Pessoal cobrava ele aqui quando o Coxa estava mal”, recordou Juca que sempre recebe a visita do Xixo, proprietário do famoso espetinho da cidade.

    E quando pergunto ao Juca se ele sente saudade de outros tempos, a resposta é daquele que conhece da vida “Das mulheres”, completou esse mestre dos botecos do Brasil.


Fonte: https://www.tribunapr.com.br/blogs/cacador-de-boteco/juca-o-catedratico-a-lenda-do-barque-nunca-fechou-em-curitiba/
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO seja proparoxítona:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a classificação da palavra pela posição da sílaba tônica: proparoxítona tem tonicidade na antepenúltima, e paroxítona, na penúltima. Entre as alternativas retiradas do texto, apenas “próprio” não tem tonicidade na antepenúltima: em pró-prio, a sílaba tônica é “pró”, que é a penúltima; por isso, a alternativa A é a única que atende ao comando.

Tema central: classificação da tonicidade
Análise das alternativas
A
Certa
A está correta porque “próprio” se divide em pró-prio, e a sílaba tônica é “pró”. Como essa tonicidade recai na penúltima sílaba, a palavra é paroxítona. A questão pede a palavra que NÃO seja proparoxítona, e é exatamente isso que ocorre com essa alternativa.
B
Errada
“Espírito” é proparoxítona: es-pí-ri-to. A sílaba tônica é “pí”, que está na antepenúltima posição. Portanto, não pode ser a resposta pedida.
C
Errada
“Inúmeros” é proparoxítona: i-nú-me-ros. A tonicidade recai em “nú”, a antepenúltima sílaba. A alternativa está errada porque a palavra é, sim, proparoxítona.
D
Errada
“Político” é proparoxítona: po-lí-ti-co. A sílaba tônica é “lí”, situada na antepenúltima. Logo, essa opção não satisfaz o comando da questão.
E
Errada
“Clássico” é proparoxítona: clás-si-co. A sílaba tônica é “clás”, que, numa palavra trissílaba, estando na primeira sílaba, corresponde à antepenúltima. Por isso, a alternativa também está incorreta.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar toda palavra acentuada como proparoxítona e contar inadequadamente as sílabas de “próprio”, por causa do ditongo em “prio”.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro localize a sílaba tônica; só depois classifique a palavra.
  • Não use o acento gráfico como critério suficiente: a classificação depende da posição da sílaba tônica.
  • Em palavras com possibilidade de confusão na divisão silábica, confira a segmentação antes de decidir a classificação.

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