Mulher de 32 anos, com diagnóstico de esclerose múltipla há...
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é reconhecer bexiga neurogênica de risco, com hiperatividade detrusora de alta pressão associada a esvaziamento ineficaz; isso é sustentado pelo resíduo pós-miccional elevado em avaliações consecutivas, ITU de repetição, hidronefrose bilateral leve e urodinâmica com contrações não inibidas e pressões elevadas. Nessa situação, a conduta deve proteger o trato urinário superior e garantir baixa pressão vesical com esvaziamento adequado, o que aponta para cateterismo intermitente e escalonamento com toxina botulínica intravesical.
- Se houver resíduo pós-miccional elevado, ITU de repetição, altas pressões vesicais ou hidronefrose, pense primeiro em proteção do trato urinário superior, não apenas em alívio sintomático.
- Na bexiga neurogênica com hiperatividade detrusora e esvaziamento incompleto, a conduta precisa abordar armazenamento e esvaziamento ao mesmo tempo.
- Resposta parcial a antimuscarínico e agonista beta-3, em contexto neurogênico de risco, pede escalonamento terapêutico; toxina botulínica passa a ser opção relevante.
- Risco de aumento de resíduo com toxina botulínica não a proíbe por si só; esse risco reforça a necessidade de associar estratégia de esvaziamento, como cateterismo intermitente.
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