Homem de 34 anos, vítima de colisão automobilística de alta...

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Q3954359 Medicina
Homem de 34 anos, vítima de colisão automobilística de alta velocidade, apresenta dor lombar esquerda e escoriações no flanco. Está hemodinamicamente estável. Ao exame físico: hematoma em flanco esquerdo e dor à palpação profunda. Demais exames demonstram:
• Lab: hematúria microscópica.
• TC abdome com contraste (fase portal): laceração renal de 2,5 cm, sem extravasamento, hematoma perirrenal contido; sem outras lesões.
Com base nas diretrizes atuais de trauma geniturinário, qual é a conduta inicial mais adequada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pelas diretrizes citadas na base (AUA Urotrauma Guideline 2020 e EAU Guidelines on Urological Trauma), em paciente hemodinamicamente estável com lesão renal, a conduta inicial é manejo não invasivo. No caso, a TC mostra laceração renal de 2,5 cm sem extravasamento urinário e hematoma perirrenal contido, achados que favorecem observação e monitorização seriada, sem indicação de cirurgia ou embolização de rotina.

Tema central: Trauma renal estável
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o tamanho da laceração, isoladamente, não indica nefrectomia parcial. A base é explícita ao afirmar que laceração > 2 cm não obriga cirurgia precoce. O que define intervenção é instabilidade hemodinâmica, sangramento não controlado, lesão complexa ou outras indicações associadas, ausentes no caso.
B
Errada
Está errada porque angioembolização não é rotina em todo trauma renal. Pela base, esse recurso é seletivo, indicado sobretudo quando há sangramento ativo, extravasamento de contraste, pseudoaneurisma, fístula arteriovenosa ou necessidade de controle hemorrágico com preservação renal. O enunciado não descreve nenhum desses achados.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o caso reúne os elementos que sustentam conduta conservadora: trauma renal contuso isolado, paciente hemodinamicamente estável, laceração sem extravasamento urinário e hematoma perirrenal contido. Segundo a base, as diretrizes atuais recomendam estratégia não invasiva nesses cenários, reservando cirurgia ou angioembolização para instabilidade hemodinâmica, sangramento ativo, achados vasculares específicos, lesão complexa ou complicações.
D
Errada
Está errada porque hematúria microscópica isolada não indica trauma uretral associado. A base informa que uretrocistografia é indicada quando há sinais sugestivos de lesão uretral, como sangue no meato, retenção urinária, próstata alta ou fratura pélvica associada. Esses elementos não aparecem no caso.
E
Errada
Está errada porque não existe, na base, regra de que todo trauma renal exija transferência imediata para centro terciário. Em lesão renal isolada, paciente estável e sem sinais de complicação imediata, a conduta inicial adequada é observação e monitorização. Transferência depende da gravidade e dos recursos disponíveis, não do simples diagnóstico de trauma renal.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre gravidade anatômica da laceração e necessidade de intervenção: uma laceração de 2,5 cm pode parecer agressiva, mas, sem instabilidade hemodinâmica, sem extravasamento urinário e com hematoma contido, a diretriz favorece manejo conservador.
Dica para questões semelhantes
  • No trauma renal, primeiro decida pela estabilidade hemodinâmica; esse é o critério que mais pesa na conduta inicial.
  • Laceração renal sem extravasamento urinário e com hematoma contido, em paciente estável, favorece manejo não operatório.
  • Não indique angioembolização de rotina: procure achados de sangramento ativo ou lesão vascular específica.
  • Micro-hematúria isolada não justifica investigação uretral sem sinais clínicos próprios de trauma uretral.

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