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Q3954352 Medicina
Segundo diretrizes e revisões atuais sobre litíase urinária, qual dos seguintes fatores mais consistentemente reduz a eficácia da litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO)? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a densidade do cálculo na TC sem contraste: diretrizes e revisões atuais indicam que cálculos com maior atenuação em HU são menos propensos à desintegração pela LECO, porque são menos friáveis. Como o enunciado pede o fator que mais consistentemente reduz a eficácia do método, a alternativa que aponta maior densidade do cálculo é a correta.

Tema central: Preditores de sucesso da LECO
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque uso prévio de anti-inflamatório não esteroidal não é preditor estabelecido de menor fragmentação pela LECO. A base é explícita em dizer que não há mecanismo físico nem recomendação de diretriz que associe AINE pré-procedimento à redução consistente da eficácia litotríptica. A confusão aqui é misturar manejo analgésico/periprocedimento com capacidade de fragmentação do cálculo.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a densidade do cálculo em Hounsfield Units é um preditor pré-tratamento reconhecido de resposta à LECO. Cálculos mais densos tendem a ser mais duros e menos friáveis, portanto menos suscetíveis à fragmentação pelas ondas de choque. A base informa que a diretriz europeia considera que cálculos com densidade acima de 1000 HU são menos propensos à desintegração, e a diretriz americana aponta que atenuação abaixo de 900-1000 HU ajuda a predizer sucesso. Portanto, a direção do efeito é inequívoca: quanto maior a densidade, menor a eficácia da LECO. O valor de 750 HU não é o ponto de corte mais clássico nas diretrizes, mas a alternativa continua sendo a melhor por expressar corretamente o fator negativo consistente.
C
Errada
Está errada porque frequência reduzida de disparo, na faixa de 60 a 90 ondas/min, tende a melhorar a eficácia da LECO. A base cita revisões e meta-análises mostrando maior sucesso com taxas menores do que com 100-120/min, por menor interferência de bolhas/cavitação entre os choques. Portanto, essa alternativa descreve uma medida técnica de otimização, não um fator de insucesso.
D
Errada
Está errada porque bom acoplamento acústico com gel e redução de bolhas na interface aumentam a transmissão de energia ao cálculo. A presença de ar/bolhas dissipa energia e piora a fragmentação; sua redução melhora a eficácia. Logo, a alternativa inverte o sentido do efeito de um fator técnico clássico da LECO.
E
Errada
Está errada porque pacientes pediátricos não têm menor eficácia intrínseca da LECO por causa da elasticidade ureteral. Pela base, a LECO em crianças costuma ser efetiva, e a maior elasticidade ureteral tende a favorecer a eliminação dos fragmentos, não a reduzir o sucesso do método. Questões logísticas ou anestésicas em pediatria não equivalem a pior resposta litotríptica.
Pegadinha da questão
A banca misturou um preditor negativo verdadeiro, que é a maior densidade do cálculo em HU, com medidas técnicas que melhoram a LECO, como menor frequência de disparo e bom acoplamento acústico; além disso, usou um valor numérico de HU que não é o corte mais clássico, mas sem mudar o sentido correto do preditor.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa trouxer densidade do cálculo em HU na TC, pense em predição de fragmentação: quanto maior a densidade, menor a chance de sucesso da LECO.
  • Em LECO, menor frequência de disparo e bom acoplamento acústico são fatores de otimização técnica, não causas de falha.
  • Não trate um número isolado de HU como corte universal; o critério transferível é a direção do efeito da densidade, não um valor fixo.

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