Participei de uma aula de culinária. Tudo ia bem até que
uma abelha apareceu voando pela sala. Um alerta gerou
uma discussão: mata ou não mata? Uma moça ergueu o
pano, a outra pediu calma. A chef, incrédula, dizia que
abelhas não entram ali. E a abelha, alheia, seguia seu
voo.
O conflito crescia. Surgiram opiniões: matar, capturar,
esperar. Cada voz, uma visão. Onze pessoas, onze
reações. Pensei: se isso acontece com uma abelha,
imagine com temas sérios. Vozes se exaltavam. A moça
insistia nos golpes, a abelha escapava com agilidade.
Finalmente, uma rajada de vento a empurrou para fora.
A chef concluiu: "Saiu por onde entrou!" E eu me
perguntava: isso é realmente importante?
Meu amigo brincou: culinária ou apicultura? Respondi:
para mim, foi uma aula sobre relações humanas.
No trecho final do texto "O Dilema da Abelha",
observa-se o uso coloquial da linguagem, sem, contudo,
comprometer a correção gramatical ou o efeito de
sentido. Com base nos conceitos de vícios de
linguagem, assinale a alternativa correta: