A doença ocular ou sistêmica que NÃO está associado à luxaç...

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Q1654818 Medicina
A doença ocular ou sistêmica que NÃO está associado à luxação do cristalino é:
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Tema central: A questão aborda a associação entre doenças sistêmicas/oculares e a luxação do cristalino (ectopia lentis). Saber diferenciar condições ligadas ou não a este achado é fundamental, já que ele direciona tanto o raciocínio diagnóstico quanto a conduta clínica oftalmológica.

Justificativa da alternativa correta (C – Microcórnea): A microcórnea é definida por um diâmetro corneano normalmente inferior a 10 mm. Apesar de frequentemente estar acompanhada de outras anomalias (como catarata congênita), não existe associação direta descrita entre microcórnea e luxação do cristalino. Referências como a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e manuais clássicos (Kanski, 9ª ed.) corroboram esse ponto, destacando que microcórnea não predispõe a ectopia lentis.

Análise das alternativas incorretas:

A) Homocistinúria: Erro inato do metabolismo, comumente associado à subluxação/luxação do cristalino inferior em até 90% dos casos, podendo evoluir para glaucoma e descolamento de retina (SBOP, 2023).

B) Aniridia: Apesar de a aniridia ser conhecida pela ausência parcial ou total da íris, pode cursar com alterações da cápsula do cristalino e sua inserção zonular, aumentando risco de deslocamento do cristalino, embora não seja a manifestação mais clássica.

D) Síndrome de Weill-Marchesani: Cursa com microesferofaquia (cristalino pequeno e esférico), predispondo subluxação/luxação lenticular (Kanski, pág. 346; SBOP).

E) Síndrome de Marfan: Doença de tecido conjuntivo, cuja característica ocular marcante é a ectopia lentis, notadamente superotemporal, manifestando-se em até 70% dos casos (SBOP, PCDT).

Estratégias e pegadinhas: A banca costuma introduzir doenças menos conhecidas ou com nomes parecidos para confundir, como microcórnea x microesferofaquia. Mantenha atenção à fisiopatologia! Questões assim exigem leitura cuidadosa da questão, sobretudo nos termos de negação (“NÃO está associado”).

Diretrizes e referências clássicas: Segundo o “Manual de Oftalmologia” (Kanski) e a SBOP (2023): “As doenças associadas à ectopia lentis incluem principalmente as síndromes de Marfan, Weill-Marchesani e homocistinúria (...) Microcórnea não é considerada causa de subluxação ou luxação do cristalino.”

Conclusão: A alternativa C) Microcórnea é a correta, pois não apresenta relação direta com luxação do cristalino. O domínio desse tema reforça a compreensão da abordagem do paciente com alterações lenticulares.

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A resposta correta para a questão é a alternativa C, microcórnea. A microcórnea é uma condição em que o diâmetro da córnea é menor que o normal, o que pode levar a problemas visuais, mas não está associada à luxação do cristalino. Já as outras opções apresentadas estão relacionadas com a luxação do cristalino. A homocistinúria é uma doença genética que pode causar a luxação do cristalino, além de outros sintomas. A aniridia é uma condição em que a íris é ausente ou malformada, o que pode levar a alterações no cristalino. A síndrome de Weill-Marchesani e a síndrome de Marfan também podem causar a luxação do cristalino. Por isso, a resposta correta é a alternativa C.

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