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Q2916182 Medicina

Um homem de 43 anos de idade apresentou cefaleia frontal e diminuição da força muscular em braço direito. A ressonância nuclear magnética de crânio revelou uma massa frontal esquerda de 2,5 cm × 1,7 cm com extensão para o seio cavernoso. Após biopsia estereotáxica, foi diagnosticado meningeoma frontal esquerdo. Craniotomia foi realizada com ressecção da lesão, entretanto havia comprometimento ósseo e dural devido ao envolvimento da dura-máter. O patologista descreveu o tumor como meningeoma grau I, com 1 mitose/campo de grande aumento (10 X), com alta celularidade e necrose ocasional. Nesse caso, a conduta mais apropriada é

Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo pós-operatório de um meningioma grau I com ressecção completa, inclusive de dura-máter e osso comprometidos, em paciente sintomático. É fundamental compreender o prognóstico favorável desse subtipo e a conduta adequada após intervenção cirúrgica.

Justificativa para a alternativa correta (E):
Meningiomas grau I são tumores benignos, de crescimento usualmente lento e baixo risco de recorrência após ressecção completa. A escala de Simpson classifica o grau de ressecção e prediz o risco de recidiva tumoral. Na ausência de fatores de alto risco (atipia, anaplasia ou ressecção incompleta), a literatura e diretrizes orientam que o seguimento clínico periódico com exames de imagem é suficiente.
Segundo a diretriz da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e revisões como o Harrison’s Principles of Internal Medicine: “Pacientes com meningiomas grau I submetidos à ressecção total devem ser apenas acompanhados com exames de imagem regulares” (Seção Neuro-oncologia).

Análise das alternativas incorretas:

A) Repetir cirurgia com ressecção completa, somente:
Inadequada, pois já houve ressecção completa do tumor inclusive de estruturas comprometidas. Nova cirurgia só se indicaria em caso de recidiva ou doença residual – o que não foi relatado.

B) Repetir cirurgia com ressecção completa e radioterapia holocraniana:
Procedimento agressivo e injustificado em tumores benignos totalmente ressecados, além de expor o paciente a riscos desnecessários.

C) Radioterapia holocraniana, somente:
Não existe indicação para radioterapia adjuvante nesse contexto, pois ela é reservada para meningiomas atípicos/anaplásicos, doença residual ou recidiva. A radioterapia holocraniana possui toxicidade importante.

D) Radioterapia estereotáxica:
Indicada para tumores irressecáveis, doença residual ou em pacientes com contraindicação cirúrgica. Não se aplica em meningioma grau I completamente removido.

Dicas para provas:
- Atenção aos detalhes do laudo anatomo-patológico e à descrição da ressecção.
- Pegadinha comum: sugerir tratamento agressivo mesmo após ressecção completa de tumores benignos.
- Priorize sempre a conduta menos invasiva compatível com segurança oncológica.

Resumo: O melhor manejo é seguimento clínico com exames periódicos. Essa conduta é respaldada por diretrizes nacionais e internacionais em neuro-oncologia, ao se tratar de meningiomas grau I completamente ressecados.

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