Em relação ao atendimento a gestantes no terceiro trimestre ...
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O tema central da questão é o atendimento a gestantes no terceiro trimestre vítimas de trauma. O manejo de gestantes em situações de trauma é um tópico essencial, pois envolve não apenas o cuidado com a mãe, mas também com o feto. A compreensão das modificações fisiológicas da gestante e como elas impactam o atendimento emergencial é crucial.
Justificativa para a alternativa correta (C): Gestantes no terceiro trimestre devem ser transportadas com a cama em uma angulação lateral de cerca de vinte graus. Isso é importante para reduzir a compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico, o que pode comprometer o retorno venoso e, consequentemente, o débito cardíaco, agravando um quadro de hipotensão. Este procedimento ajuda a prevenir a síndrome de hipotensão supina, que pode ocorrer em gestantes deitadas em posição supina prolongada. Segundo as diretrizes do Advanced Trauma Life Support (ATLS), esse posicionamento lateral é uma medida crucial para a estabilização hemodinâmica de gestantes em trauma.
Análise das alternativas incorretas:
A) A sequência correta de prioridades no atendimento a traumas, inclusive em gestantes, é via aérea, ventilação e circulação (ABC). A adequação das vias aéreas e a ventilação são primordiais antes de qualquer intervenção circulatória.
B) A coluna cervical deve ser protegida e imobilizada em todos os pacientes vítimas de trauma, incluindo gestantes. No entanto, não há um protocolo "modificado" específico para gestantes, além do cuidado extra com o posicionamento lateral que já discutimos na alternativa C.
D) A situação de choque em gestantes pode ser mais sutil e de difícil percepção devido às alterações hemodinâmicas da gestação, como aumento do volume sanguíneo e da frequência cardíaca. Por isso, o choque pode ser subestimado, e não rapidamente percebido, como a alternativa sugere.
E) Durante a gestação, a motilidade gástrica tende a diminuir, e não acelerar, devido à ação da progesterona. Isso aumenta o risco de regurgitação e aspiração durante um trauma, mas não pelos motivos citados na alternativa.
É fundamental que médicos estejam bem-preparados para o manejo de gestantes em trauma, compreendendo as nuances fisiológicas específicas desse grupo. A prática e a atualização constante em protocolos, como os do ATLS, são essenciais para um atendimento efetivo e seguro.
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